.

.
Mostrando postagens com marcador ciência. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ciência. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 17 de abril de 2020

Ciência e religião: uma breve resposta a Eduardo C., MJB e Solange


Resolvi responder, hoje, às questões levantadas por três leitores que, de alguma forma, se referem à relação entre ciência e religião em minha experiência pessoal. Tentarei ser o mais direto e breve possível para que não fiquem com a impressão – como afirmou um daqueles leitores – de que esteja “tentando escapar das perguntas”.

Para começar, poderia afirmar o óbvio: a ciência e a religião lidam com aspectos distintos da realidade humana. Para mim, isso vai um pouco além: a religião não me serve como resposta para “os mistérios do Universo”, nem, muito menos, como “conforto” para alguma coisa. Entretanto, porque minha religião está profundamente entrelaçada à minha imaginação filosófica, ela se associa ao conhecimento científico que adquiro para moldar minha visão de mundo.

Como um unitarista, a religião, para mim, tem um sentido muito mais materialista do que para pessoas de outras tradições religiosas. Isto é, em minha vida pessoal, a religião tem muito mais a ver com práticas no mundo – com base numa ética religiosa – do que especificamente com crenças sobre um suposto porvir metafísico. Tem a ver com fazer e não com acreditar – especialmente se esse “acreditar” se referir a abraçar ideias inquestionáveis.

Já discuti, aqui, muito a questão de se acredito na existência de Deus. Para responder de forma direta: penso que a própria questão é/foi formulada de forma equivocada. Não acredito na existência de Deus porque existência implica materialidade, fisicalidade; e não acredito numa divindade material, física, nem pessoal. Acredito, sim, na Realidade de Deus – que se refere mais à relação humana com a ideia de Deus do que com Deus propriamente.

Deus, para mim, é uma metáfora. Ser uma metáfora implica na multiplicidade de interpretações, já que metáforas apontam para realidades/aspectos diferentes para pessoas diferentes. Obviamente, a divindade foi retratada pelos hebreus e cristãos do passado como um ser, uma entidade, com características de um soberano que habita um reino em algum lugar no espaço e criou e controla o mundo habitado pelos humanos. Esse é o deus produto da cultura de onde surgiram as tradições jordânicas (judaísmos, cristianismos, islãs, babismos etc). É o deus que criou tudo do nada, que causava os terremotos e as chuvas, que destruía cidades com incêndios etc. É o mesmo deus que se comportava como um humano amoroso e ciumento, perdoador e vingativo.

Eu nasci, cresci, fui educado (inclusive em minha fé religiosa) e vivo num mundo urbano onde existe uma ciência desenvolvida – se comparado ao mundo rural palestino de dois milênios atrás. Naquele mundo, pessoas que nascessem com diabetes, como eu, morreriam. No meu mundo, a insulina foi isolada e passou a ser fabricada em massa na década de 1920. Naquele mundo antigo, as nuvens eram o limite do Universo. No meu mundo, humanos – graças ao conhecimento científico – já começam a explorar outros planetas.

Ou seja, uma pessoa educada na mesma cultura que eu não poderia realmente esperar que eu fosse obrigado a abraçar a visão de mundo – o que inclui a noção de Deus – que as pessoas daquela época abraçavam. Não faria o mínimo sentido.

Assim, a Bíblia – que em minha tradição não é sinônimo de Cristianismo, já que os Cristianismos se baseiam em muito mais do que apenas na Bíblia – não constitui as lentes através das quais enxergo o mundo. Os textos bíblicos, contraditórios e incoerentes como são em sua historicidade, são apenas testemunhos das experiências que os primeiros hebreus e os primeiros cristãos tiveram em sua busca pelo Sagrado. A Bíblia não é um livro de ciência, nem é um oráculo de onde se possa tirar respostas para todas as questões possíveis. É, sim, para mim, um registro da busca pela compreensão daquela metáfora chamada “Deus”, construídos e moldados – tanto o registro quanto a compreensão – pelas culturas nas quais emergiram.

Como não é na Bíblia onde encontro respostas para minhas questões sobre a origem do Universo e da humanidade, essas questões são respondidas pela ciência. Meus estudos nos campos da Física e da Geografia me ajudam a construir questões e a alcançar respostas sobre a realidade objetiva. Meus estudos nos campos das Ciências Sociais, da História e da Filosofia me ajudam a fazer o mesmo quanto à vida social. A Bíblia, lida a partir de minha tradição, me ajuda a construir uma compreensão ética sobre a humanidade e sobre como me relacionar com outros seres humanos e com os demais seres n/deste mundo – além de me ajudar a construir minha compreensão sobre a Divindade (novamente, quando lida a partir de minha tradição e de minhas fontes para a compreensão do mundo). Dela saem os princípios que, lidos a partir de meu lugar sociocultural, moldam minha consciência religiosa.

Sobre a ciência, penso que Marcelo Gleiser consegue explicá-la muito bem quando escreve que “Ciência não é um sistema de crenças, mas um sistema de conhecimento desenvolvido com o objetivo de organizar a realidade à nossa volta” (2006, p. 336). Assim, crença, num sentido dogmático de não poder ser questionada, não tem muito a ver com ciência. Na verdade, sequer tem necessariamente a ver com religião – já que nem todas as tradições religiosas, incluindo o Unitarismo, mantêm-se em torno de dogmas inquestionáveis, sendo até teologicamente muito fluidas (os Judaísmos Reformista e Reconstrucionista, o Quakerismo, além da própria tradição Unitarista, são exemplos dessa fluidez teológica).

Tendo escrito tudo isso, já deve ficar óbvio que aceito as descobertas científicas. Assim, a evolução é a maneira como compreendo a origem humana – enquanto entidade física. Essa compreensão científica em nada contradiz minha fé, já que não abraço uma crença religiosa que se baseie no teísmo sobrenaturalista de algumas formas “ortodoxas” de Judaísmo ou Cristianismo.

Grande abraço a todos!

+Gibson


REFERÊNCIA

GLEISER, Marcelo. A Dança do Universo: dos Mitos de Criação ao Big-Bang. São Paulo: Companhia das Letras, 2006.

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Deus, criacionismo e outras polêmicas: uma resposta a provocações recentes – Parte 1



Pensar sobre Deus não é um substituto para a experiência com Deus, e falar sobre Deus não é um substituto para o oferecimento às pessoas de maneiras de experimentar Deus. (Matthew Fox)


Recentemente, tenho recebido, como resposta à prédica “Por que ‘Deus’ não é Deus?”, centenas de mensagens, tanto de pessoas que estavam presentes ao evento quanto de pessoas que simplesmente reagiram ao título (sem, de fato, terem ouvido uma única palavra do que disse). Aqui, tentarei responder, brevemente, a algumas daquelas provocações.


Deus” não é Deus

Tenho repetidamente dito que há, para mim, uma diferença entre a “realidade” e os conceitos que construímos ou abraçamos acerca dela. As generalizações que servem de base para a construção de nossos conceitos não dão conta do todo da realidade que observamos. Assim, quando identificamos uma pessoa, por exemplo, como “religiosa”, tendemos a atribuir a essa pessoa características gerais que imaginamos serem necessárias para que alguém seja “religiosa”. O termo “religiosa”, desta forma, se torna uma etiqueta que desconsidera as possibilidades de variação, que ignora a complexidade da experiência humana. A generalização é tornada um esteriótipo.

Nas teologias das diferentes tradições de fé, “Deus” é uma dessas generalizações. Especialmente no Cristianismo – assim como, talvez em menor grau, em outras tradições jordânicas, como o Judaísmo e o Islã –, há uma preocupação sistemática com a definição da deidade. Assim, no bojo da diversidade da teologia cristã, há diferentes visões teontológicas (i.e., sobre Deus) que, de acordo com o teólogo católico Peter C. Phan, giram em torno da doutrina da Trindade – algumas favoravelmente, outras contrariamente.

O ponto sobre o qual tenho sempre argumentado é que essas noções, doutrinas ou dogmas – ou seja lá como as chamemos – são construções históricas e, como tal, estão socioculturalmente condicionadas. Elas são diferentes da “realidade” que observamos. Assim, “Deus” enquanto noção teológica, enquanto nome, é diferente de Deus enquanto “Realidade”. É nesse sentido que “Deus” (noção) não é Deus (Realidade). O conceito não passa de uma redução instrumental. Ou, como escreveu Gregório de Nissa:


Qualquer um que tente descrever a Luz inefável com a língua é verdadeiramente um mentiroso; não porque odeie a verdade, mas por causa da inadequação de sua descrição.”


Nossas narrativas, metáforas e crenças religiosas são verdadeiras apenas por conta de sua historicidade. Ou seja, elas são verdadeiras apenas em relação às experiências que um indivíduo ou um grupo tem da/com a realidade. Por isso a “verdade” (enquanto conjunto de noções) é relativa: ela se relaciona com a forma como nos relacionamos com o mundo, e essa relação/experiência serve de filtro para a compreensão que construímos da realidade. Assim, nossas compreensões não são produto apenas de nossa razão, assim como também não são produto apenas de nossas experiências, elas resultam da interação entre ambos.

As compreensões que temos de Deus são moldadas conjuntamente pelas ideias que abraçamos e pelas experiências que temos. Mesmo quando alguém pensa que crê apenas no que as Escrituras de sua tradição ensinam, sua “leitura” (a compreensão que constrói) é condicionada por sua experiência de vida (seu background sociocultural, sua história familiar etc). É a isso que os termos “historicidade” e “relatividade” se referem, em meu discurso.

É isso que está “por trás” daquele título!


Os três Cs: Cristianismo, criacionismo, ciência

Nunca existiu e não existe um Cristianismo único, estático, a-histórico. Como bem escreveu o filósofo e historiador unitarista Arthur O. Lovejoy, “...pessoas que igualmente professaram o Cristianismo e chamaram a si mesmas de cristãs mantiveram, no curso da história, toda espécie de crenças distintas e conflitantes agrupadas sob esse nome...”. Assim, não é possível falar no Cristianismo como se fosse uma “verdade” unívoca e imutável. Ele não é, nunca foi e, provavelmente, nunca será.

O Cristianismo não é a religião professada por Jesus de Nazaré – ele era judeu! – e não é a religião de Deus! O Cristianismo é, antes, a resposta que nós cristãos damos à nossa experiência espiritual filtrada pela ótica de nossa herança sociocultural. Enquanto artefato humano, uma religião diz muito mais sobre seus adeptos do que sobre a divindade que dizem honrar. Não seria diferente com o Cristianismo! O Cristianismo somos nós que o professamos, e não Jesus ou Deus!

Não há nada de essencialmente anticientífico no Cristianismo. Também não há nada de científico na fé cristã. No mundo moderno, fé religiosa e ciência expressam preocupações para com dimensões distintas da realidade. A dimensão misteriosa – aquela que diz respeito àquilo que se encontra além do que pode ser objetivado, mensurado – é o objeto da fé religiosa. A dimensão objetiva – que diz respeito a tudo o que pode ser mensurado, analisado por meio de instrumentos científicos – é o objeto da ciência. O suposto conflito entre religião e ciência, enquanto tais, não passa de mito – mito que serve como instrumento para as intenções de certos indivíduos ou grupos.

O Cristianismo não prega o criacionismo. O Cristianismo ensina acerca da criação. Criação e criacionismo não são a mesma coisa. O criacionismo surgiu como uma tentativa, por parte de adeptos do fundamentalismo protestante, de cientificar uma crença tradicional pré-evolucionista.

Para responder diretamente a uma das questões que me foram feitas: Bíblia e Cristianismo não são a mesma coisa. Você teria de desconhecer a história do Cristianismo para imaginar que o mesmo se baseie unicamente nos textos da Bíblia. A maioria das tradições cristãs reconhecem que a própria Bíblia, originalmente, emergiu como um produto da “Tradição” (e não o contrário), e que essa Tradição foi posteriormente instruída pela autoridade bíblica.

Mas mesmo que se pense que a Bíblia seja a única fonte doutrinária cristã (o que não é o caso para as tradições católica romana, ortodoxa, anglicana, luterana, metodista, unitarista e outras), ela não ensina aquilo que ficou conhecido como “criacionismo”! A narrativa da criação, na Bíblia, não é uma teoria científica – até porque os autores daquela coleção de textos não expressavam a mesma preocupação com explicações objetivas das origens do Universo e da vida que nós temos atualmente.

As origens do criacionismo se encontram em outro lugar. Para compreendê-lo, temos de revisitar as origens do “Movimento Fundamentalista”. E faremos isso na segunda parte deste texto.

Até breve!

+Gibson da Costa

terça-feira, 9 de agosto de 2011

A ciência não explica a origem da vida e do Universo?

(A seguinte é minha resposta à provocação de um participante num grupo de discussões sobre religião onde afirmou que a ciência não explica a origem da vida e do Universo.)

Tanto a ciência quanto a religião foram, e têm sido, muito bem sucedidas em explicar a origem da vida e do Universo. Tudo depende da pergunta que é feita. Há perguntas acerca de nossa origem que só podem ser respondidas pela ciência; por outro lado, há outras que só podem ser respondidas pela linguagem metafórica do mito religioso.

As respostas científicas podem parecer frustrantes para alguns porque elas nos deslocam do solo seguro dos mitos nos quais estamos todos culturalmente envoltos. A ciência nos diz que houve um princípio que pode ser localizado no tempo – nisso ela não se distingue tanto assim das narrativas religiosas, especialmente das tradições jordânicas (o judaísmo, o cristianismo, o islã etc). Ela nos diz, entretanto, que o que chamamos de “criação” ainda não está acabada. A criação continua, já que a vida está evoluindo e o próprio Universo está evoluindo por meio de sua expansão, por meio da morte e surgimento de outros astros.

Sim, é verdade que a ciência pode ainda não ter conseguido “detectar” algumas de suas suposições, mas você não pode esquecer que a ciência trabalha com um outro conceito de “verdade”, bem diferente daquele aceito por algumas tradições religiosas (não todas!). A verdade científica – a teoria científica – dura até que haja evidência contraditória, não importando quanto tempo leve para que essa evidência venha à tona; e além disso, a verdade científica está sempre aberta a ser questionada.

Uma sugestão que posso fazer é que você leia os seguintes livros para entender um pouco mais sobre a origem do Universo de acordo com as teorias científicas, juntamente com discussões sobre o papel das narrativas religiosas na construção de nossos entendimentos cosmológicos contemporâneos:

ABRAMS, Nancy Ellen; PRIMACK, Joel R. Panorama Visto do Centro do Universo: a descoberta de nosso extraordinário lugar no cosmos. Tradução Maria Guimarães. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.

GLEISER, Marcelo. A Dança do Universo: dos mitos de criação ao Big Bang. São Paulo: Companhia das Letras, 2006.

________________. Criação Imperfeita: cosmo, vida e o código oculto da natureza. Rio de Janeiro: Record, 2010.

POTTER, Christopher. Você Está Aqui: Uma história portátil do Universo. Tradução Cláudia Carina. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Deus, questões cosmológicas e uma visão otimista da realidade

Ouvi certa vez de um amigo, enquanto conversávamos sobre Deus e a origem do Universo, que eu era muito pessimista. Ele entendia que por eu abraçar uma visão científica da origem da vida e por não enfatizar uma crença no sobrenatural ou numa existência espiritual, minha visão seria “pessimista”. Bem, tenho de discordar de meu amigo.

Não tenho uma visão teísta sobrenatural-personalista, ou seja, não enxergo Deus necessariamente como um ser pessoal que controla o Universo e intervém de maneira “sobrenatural” na história. Creio em Deus. Com isso quero dizer, creio na Realidade de Deus. Creio firmemente que existo dentro de Deus, que minha realidade está contida na Realidade do Divino (Atos 17:28). Não vejo Deus necessariamente como uma pessoa, apesar de, algumas vezes, fazer uso dessa metáfora personalista tradicional. Penso que a metáfora dum Deus pessoal é útil para o desenvolvimento de certos aspectos de nossa espiritualidade (especialmente uma que esteja enraizada na tradição judaico-cristã).

O problema, para alguns, reside no fato de eu alegremente abraçar uma visão científica da origem de nosso Universo – e, consequentemente, de nossa própria origem. Pessoalmente, não vejo conflito entre as explicações e interpretações míticas oferecidas por nossas tradições religiosas e as outras explicações (também “míticas”?) oferecidas pela ciência moderna. Não vejo conflitos porque vejo nessas tradições narrativas o exercício de diferentes funções – funções essas que são moldadas pelas necessidades, compreensões e experiências de diferentes povos em diferentes tempos, lugares e circunstâncias.

A história de nosso Universo, que ainda não foi contada em todos os seus detalhes – e que, talvez, nunca será -, é fascinante. Vivemos num Universo que se expande numa velocidade incrível, e não apenas porque ele de fato se expande, mas também porque a nossa própria compreensão dele está num processo de expansão interminável: todos os dias descobrimos mais e mais a respeito da realidade que nos cerca e da qual somos parte, e, assim, reescrevemos nossa história cósmica.

Um Deus pessoal criou nosso Universo? Mas se esse Deus pessoal criador foi a origem de nosso Universo, onde ele estava antes de o Universo ser criado? Estava em outro Universo? Mas se estava em outro Universo, quem criou aquele outro Universo?...

O Big Bang foi a origem de nosso Universo como o conhecemos? Mas o que originou essa fuga cósmica primordial? O que deu origem àquele Universo denso e quente?... Não é que não existam explicações científicas convincentes para a origem do Universo, é só que tudo é tão difícil de entender para mentes tão limitadas temporal e espacialmente.

As duas explicações, a religiosa e a científica, exigem um amplo exercício de criatividade imaginativa para que as compreendamos. E essa é a graça de tudo.

Para alguém que acredita em Deus, e que busque uma resposta teológica, talvez a pergunta primordial seja: O quê é Deus, afinal de contas? E fazer-se esta pergunta, tentando ouvir as vozes de diferentes fontes (a tradição narrativa da religião e a da ciência), não torna alguém um “pessimista”, pelo contrário!

+Gibson

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Fé e Ciência

"Em minha visão, não há nenhuma contradição em ser um cientista rigoroso e uma pessoa que acredita em um Deus que tem um interesse pessoal em cada um de nós. O domínio da ciência é examinar a natureza. O domínio de Deus está no mundo espiritual, um reino que não pode ser examinado com as ferramentas e a linguagem da ciência. Deve ser examinado com o coração, a mente, e a alma."

Francis Collins (diretor do Projeto Genoma Humano). The Language of God: A Scientist Presents Evidence for Belief (p. 6).

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Religião e ciência


Rev. Ralph Waldo Emerson


A religião que teme a ciência desonra a Deus e comete suicídio. Ela reconhece que não é igual à verdade plena, que legisla e tiraniza sobre uma vila do império de Deus, mas não é a lei imutável universal. Todo influxo de ateísmo, de ceticismo, torna-se, assim, útil como uma pílula de mercúrio a atacar e remover uma religião morta, e a abrir caminho para a verdade.”


Rev. Ralph Waldo Emersonministro unitarista do século XIX, teólogo, poeta, filósofo, pensador