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domingo, 10 de maio de 2009

Salvação, Amor e Universalismo

Há alguns dias atrás, eu conversava com um amigo meu, um cristão batista, sobre religião. Na verdade, conversávamos a respeito de uma doutrina muito importante para o cristianismo como um todo: a salvação. E, como vocês podem esperar, tivemos uma conversa apaixonada a respeito de nossas diferentes concepções – o que não poderia ser diferente quando dois "teólogos", que abraçam visões religiosas tão diferentes, se trancam em uma sala para discutir religião.

Meu amigo batista não compartilha de minha visão universalista de salvação, e, até aquela data, não conhecia muito bem as concepções e a história da tradição universalista no cristianismo.

A primeira pergunta interessante que me fez meu amigo a respeito do tema não foi exatamente a respeito da concepção universalista da salvação em si. Ele me perguntou qual era a relação entre o unitarismo e o universalismo – já que sou um unitarista que sempre fala a respeito do universalismo.

Expliquei-lhe que o unitarismo (como uma tradição cristã independente), apesar de ser diferente do universalismo em muitos pontos e ênfases, abraça uma visão soteriológica universalista – traduzindo para bom português: o unitarismo ensina que todas as pessoas serão “salvas”, apesar de (talvez) o unitarismo e o universalismo – se vistos como diferentes tradições cristãs – oferecerem diferentes explicações do que seja essa “salvação” e de como ela ocorra.

Para aqueles que estão mais familiarizados com a liturgia mais tradicional de nossa congregação, posso citar as palavras da oração de ação de graças, onde agradecemos a Deus pela “redenção do mundo por meio dos ensinamentos de Jesus Cristo”. Observem que não citamos a morte de Jesus, ou seu “sacrifício” - como diria a maioria dos outros cristãos – como sendo o instrumento de redenção ou salvação do mundo. Para nós é a vida de Cristo, e não sua morte, o que nos redime. São os ensinamentos de Jesus, a sua mensagem, que reconheço não ser exclusiva dele (já que outros mestres espirituais pregaram mensagens semelhantes em outras épocas e lugares), o que nos transforma e nos salva.

O universalismo cristão, abraçado por esta congregação, ensina que Deus “quer que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade” (1 Timóteo 2:4). Para aqueles que costumam nos criticar, dizendo que rejeitamos a tradição cristã, cito um nome da tradição cristã como um dos maiores exponentes dessa ideia universalista: Orígenes.

Orígenes, que defendeu longamente o universalismo em sua obra De principiis (“Primeiros Princípios”), suspeitava de toda forma de dualismo – ou seja, de qualquer sistema de crença que reconhecesse a existência de dois poderes supremos, um bom e outro mau. Essa crença era característica de muitas formas de gnosticismo, e foi muito influente no mundo Mediterrâneo oriental em fins do segundo século.

Argumentando que o dualismo era fatalmente falho, Orígenes observou que isso tinha importantes implicações para a doutrina cristã da salvação. Rejeitar o dualismo é rejeitar a ideia de que Deus e satanás (um ser real para o pensamento da maioria dos cristãos) governem seus respectivos reinos por toda a eternidade. No fim, Deus vencerá o mal e restaurará a criação à sua forma original. Em sua forma original, a criação estava sujeita à vontade de Deus. Segue-se, então, com base nesta soteriologia “restauracionista”, que a versão redimida final da criação não possa incluir nada semelhante a um “inferno” ou “reino de satanás”. Tudo “será restaurado à sua condição de felicidade... para que a raça humana... possa ser restaurada àquela unidade prometida pelo Senhor Jesus Cristo”.

Levando em consideração as diferentes concepções e vocabulário entre unitaristas e outros cristãos universalistas, não poderia deixar de citar o grande John A. T. Robinson, o teólogo britânico que publicou em 1968 o livro “In The End God”. Neste livro, Robinson considera a natureza do amor de Deus:

“Não podemos imaginar um amor tão poderoso que, no fim, ninguém será capaz de resistir à entrega livre e grata?”

Essa noção de amor onipotente funciona como a ideia central do universalismo de Robinson. No fim, o amor conquistará tudo e todos, tornando a existência do inferno uma impossibilidade.

“Em um universo de amor não pode haver um céu que tolere uma câmara de horrores”.

Nossa concepção universalista de salvação não significa que pensemos que não faz diferença que crença uma pessoa abrace. Eu posso garantir que há muita diferença entre uma crença pacífica e outra violenta. Entre uma religião que ensina seus adeptos a amar a todos e aquela que ensina a discriminação, e consequentemente o ódio.

O que a noção universalista ensina é que Deus, essa realidade infinitamente inexplicável, não perderá sua criação. Deus é um amor tão profundo que será capaz de transformar a tudo e a todos, e será capaz de redimir e salvar sua criação. Eu não poderia acreditar numa Realidade diferente disso. Não poderia chamar de Deus uma Realidade que não fosse capaz de transformar os corações humanos.

Como o cristão que sou, afirmo que Jesus oferece um caminho que leva a Deus. Jesus é uma porta à “salvação de Deus”. Para mim, como cristão, seguir o exemplo e os ensinamentos que lhe são atribuídos é seguir um caminho que leva a Deus, que me salva, que me redime. Para algumas outras pessoas, essa Realidade que chamo de Deus, ofereceu uma outra “porta” para a “salvação”. Essa porta se chama para alguns o Buda, para outros talvez seja a mensagem pregada pelo profeta Muhammad, para outros talvez seja a Torá revelada ao profeta Moisés. Eu creio que Deus seja maior que todas as concepções que temos a respeito dele(a) – para mim Deus não é uma pessoa, é uma Realidade, é a Base da Existência. Eu, obviamente, creio que Jesus também compreendia Deus dessa forma, e foi por essa razão que reafirmou (como fizeram outros grandes mestres hebreus) que os maiores mandamentos eram o amor a Deus e o amor a nosso próximo. O amor é a salvação pregada por Jesus de Nazaré. Jesus não disse que nosso amor deva se limitar àqueles que são como nós. Devemos amar como Deus o faz, e seu amor está sobre todos, absolutamente todos.

sábado, 9 de maio de 2009

Universalismo Cristão - Uma Breve Definição


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Muitas pessoas hoje entendem o termo "Universalismo", em se tratando de religião, como uma palavra que designe a crença de que "todas as religiões sejam igualmente verdadeiras, boas, e que todas igualmente levem a Deus". Essa definição de "Universalismo" poderia ser melhor descrita como "Universalismo Pluralista" e poderia ser equalizada ao "humanismo secular".

Essa definição de "Universalismo" não deve ser confundida com o sentido original de "Universalismo" no Cristianismo. O sentido original de "Universalismo" na tradição cristã poderia ser agora melhor descrita usando-se o termo "Universalismo Cristão".

A definição de Universalismo Cristão inclui a crença de que Deus "quer que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade" (1 Timóteo 2:4).

O termo "Universalismo Cristão", em seu sentido teológico, é a doutrina da salvação universal; ou em outras palavras, da santidade e felicidade final de toda a humanidade, a ser efetuada pela graça de Deus, por meio do ministério de Jesus Cristo.

Essa doutrina é tão antiga quanto o próprio Cristianismo, e tem sido ensinada por alguns dos maiores mestres da Igreja Cristã, e em quase todos os períodos de sua história. Essa era a doutrina da maioria dos primeiros cristãos durante os primeiros cinco séculos depois de Cristo. Das seis principais escolas teológicas existentes do segundo ao quarto século, quatro delas acreditavam e ensinavam os conceitos do Universalismo Cristão, uma ensinava a aniquilação, e apenas uma ensinava o tormento eterno (a escola de Roma). Pode-se encontrar membros de quase todas as comunhões cristãs - gregos, romanos, luteranos, anglicanos, presbiterianos, metodistas, batistas, unitaristas, quacres, etc -, mesmo que diferindo em muitos aspectos, concordando com esta doutrina divina, a de que Deus ama todas as pessoas e que salvará a todas elas.

Há, pelo menos, cinco princípios básicos abraçados por cristãos universalistas desde que o movimento universalista cristão tomou forma a partir da Reforma Protestante. Esses princípios são a crença na:

1 - Paternidade Universal de Deus;

2 - Autoridade e liderança espiritual de Jesus Cristo;

3 - Confiança na Bíblia como contento uma revelação de Deus;

4 - Certeza na justa retribuição pelo pecado;

5 - Harmonia final de todas as almas com Deus.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Universalismo Cristão

Nossa comunidade tem tido experiências com outras comunidades de fé aqui em nossa região. Nossos jovens têm tido a oportunidade de visitar outras comunidades como templos budistas, hinduístas, e kardecistas, tivemos encontros com jovens judeus, muçulmanos, e estivemos semana passada em uma cerimônia do candomblé.

Para os jovens membros de nossa comunidade, experiências como estas são parte de sua preparação para se tornarem membros adultos. Dificilmente outras comunidades cristãs daqui do Recife e de outros lugares onde nossos membros moram incluiriam visitas a comunidades de fé não-cristãs como parte de suas aulas de confirmação. Mas nós encontramos grandes e valiosas lições em nossas visitas a outras comunidades de fé.

Mas isso nos leva a uma pergunta – e não apenas retórica, já que algumas pessoas têm me feito este questionamento. É correto um cristão afirmar e participar em outras tradições? O cristianismo não é exclusivo entre as religiões do mundo, a religião verdadeira e superior? Não é nosso dever converter outros a nossa fé correta?

A compreensão dominante do cristianismo vê nossa fé enraizada na verdade absoluta que supera todas as outras formas de fé religiosa. O Papa João XXIII, um de meus heróis, o Papa liberal que convocou o Concílio Vaticano II, uma vez disse: “A igreja não rejeita nada que for verdadeiro e santo em outras religiões”, mas ele acrescentou: “mas proclamamos sem falhar, que apenas Cristo é o caminho e a vida”. Eu devo dizer que discordo dessa perspectiva.

Outra perspectiva é bem oposta àquela visão tradicional. Ela diz que todas as religiões são iguais, baseadas na mesma regra de ouro. Então, não faz diferença que religião você segue – já que todas são a mesma coisa. Eu não creio ser esta a verdade também.

Eu sou o que se pode chamar de “cristão universalista”. O universalismo cristão defende que a mesma luz cruza todas as nossas janelas, mas que cada janela é diferente. As janelas modificam a luz – refratando-na de incontáveis maneiras, moldando-na de formas diferentes, sugerindo muitos significados.

O amor de Deus, a frase que uso para essa luz na base de todo ser, vem por meio de várias religiões de maneiras diferentes. Nenhuma religião pode capturar ou transmitir toda a luz.

Mas, e o que a Bíblia tem a dizer sobre isso? Os antigos hebreus não acreditavam em apenas um Deus? Não eram monoteístas que rejeitavam os deuses dos povos vizinhos? Bem, na verdade não. Eles eram henoteístas que acreditavam que Yahweh era seu Deus e eles eram leais a Yahweh apenas, mas eles não negavam a existência de outros deuses. Pensem nos 10 mandamentos: “Não terás outros deuses diante de mim”, o que implica que há outros deuses.

Freqüentemente os hebreus afirmavam que Yahweh, seu Deus, amava os povos de todas as terras, mesmo aqueles que adoravam outros deuses. Amós disse: “Deus não trouxe Israel da terra do Egito, e os filisteus de Caftor, e os arameus de Quir?”, ou de acordo com Isaías, Deus disse: “Bendito seja o Egito meu povo, e a Assíria a obra de minhas mãos, e Israel minha herança”.

Pedro tinha sido parte do movimento de reforma judaica de Jesus. Depois da execução de Jesus, Pedro ajudou a guiar o esforço em Jerusalém para manter aquele movimento vivo. Ele e os outros que continuaram no legado de Jesus permaneceram no judaísmo, adorando no Templo, honrando as tradições judaicas.

Uma narrativa do livro de Atos diz que Cornélio, um oficial romana que adorava o panteão de deuses romanos, era uma boa pessoa que teve uma visão mística dirigindo-o a Pedro. Então ele enviou mensageiros para chamar Pedro. Enquanto eles estavam a caminho, Pedro teve sua própria visão. Ouçam as palavras bíblicas:

Sentiu fome e quis comer; mas enquanto preparavam a comida, Pedro entrou em êxtase. Viu o céu aberto e uma coisa que descia para a terra; parecia uma grande toalha sustentada pelas quatro pontas. Dentro dela havia todo tipo de quadrúpedes e também répteis da terra e aves do céu. E uma voz lhe disse: “Levante-se, Pedro, mate e coma!” Mas Pedro respondeu: “De modo nenhum, Senhor! Pois jamais comi coisa profana e impura!” A voz lhe disse pela segunda vez: “Não chame de impuro o que Deus purificou”. Isso repetiu-se por três vezes. Depois a coisa foi recolhida ao céu. Pedro ficou muito perplexo e interrogava a si mesmo o que podia significar a visão que acabava de ter. Nesse momento, os homens enviados por Cornélio perguntaram pela casa de Simão e se apresentaram à porta. Eles chamaram e perguntaram se estava hospedado aí certo Simão, chamado Pedro.

Então Pedro foi para a casa de Cornélio e: “Vocês sabem que é proibido para um judeu relacionar-se com um estrangeiro ou entrar na casa dele. Deus, porém, mostrou-me que não se deve dizer que algum homem é profano ou impuro... De fato, estou compreendendo que Deus não faz diferença entre as pessoas. Pelo contrário, ele aceita quem o teme e pratica a justiça, seja qual for a nação a que pertença”.

Poderíamos ler: qualquer budista, qualquer hindu, qualquer espírita, qualquer umbandista, qualquer muçulmano, qualquer cristão?

Continuo a ser fascinado pela imagem de Platão em “A República” de prisioneiros acorrentados em uma caverna de forma que só podiam olhar para uma parede. Naquela parede, eles freqüentemente viam figuras dançando e saltitando. Como isso era tudo o que conheciam, eles pensavam que as imagens fossem a realidade, não sabendo que elas eram sombras criadas por objetos de madeira e pedra segurados por trás de uma parede baixa entre os prisioneiros e o brilho de fogo no fundo da caverna. Eles pensaram que o reflexo fosse a realidade.

Tudo o que vemos através das janelas do cristianismo ou do islã ou do hinduísmo é a luz refletida ou refratada do amor de Deus. Nenhuma delas tem toda aquela luz. E as janelas, as próprias religiões, não são a luz; elas são apenas o meio pelo qual a luz brilha. Não há um Deus cristão, um Deus hindu, um Deus muçulmano – há apenas compreensões cristãs, hindus e muçulmanas de Deus.

Quando nos dermos conta e aceitarmos que nenhuma religião tem toda a verdade e que a luz do amor de Deus atravessa muitas janelas diferentes, devemos então escolher uma das janelas como a nossa própria janela.

Em seu livro “Pensamentos em Solidão”, Thomas Merton descreve a imagem de uma roda. Muitos raios ligavam o aro ao centro da roda. Merton disse que nossos diferentes e incompletos vislumbres de Deus devem “convergir no Amor da mesma forma que os raios de uma roda convergem no centro da roda”.

Cada uma das religiões do mundo é um dos caminhos, um dos raios que levam a Deus, o centro. Penso que cada um de nós deve escolher um caminho e trabalhar diligentemente naquela tradição escolhida para descer pelo raio rumo ao centro, que é a luz do próprio amor de Deus. Não caminhamos acima daqueles em outras religiões; não caminhamos colidindo com eles; em vez disso, caminhamos lado a lado em nossos vários caminhos: cristãos, judeus, muçulmanos, budistas, espíritas, umbandistas, hindus, lada a lado.

Sempre digo que meu coração é judeu, o lado direito do meu cérebro é muçulmano, e o lado esquerdo do meu cérebro é cristão. Mas eu me comprometi em caminhar neste caminho, neste raio, do cristianismo. Sou cristão por muitas razões, sendo uma delas o meio social. Se eu tivesse crescido na Arábia Saudita talvez eu fosse um devoto muçulmano, ou se tivesse passado toda a vida em Tel Aviv, talvez fosse um rabino. Eu poderia estar caminhando num raio diferente da roda, mas (espero) ainda estaria caminhando rumo ao mesmo centro.

Para mim, entretanto, a escolha de minha tradição religiosa é mais do que apenas por questões sociais. Surgiu do que Jesus, o mestre galileu, significa para mim em termos de seu ensino e do modelo de sua vida. Jesus viveu em plena abertura a Deus, respondendo ao que ele entendia ser a vontade de Deus, sendo transparente aos propósitos divinos, vivendo, assim, o amor divino na história humana. Isso não era uma questão de ter a mesma substância de Deus, ou ter duas naturezas, uma humana e a outra divina. O amor está encarnado na vida humana sempre que alguém agir com amor abnegado – e isso ocorreu na vida de Jesus de maneira marcante.

É assim que eu vejo Jesus. Não me sinto confortável em chamá-lo de “o” Cristo, “o único” ungido que revela o amor de Deus, mas me sinto confortável em chamá-lo de “um” Cristo, uma daquelas pessoas especiais que ligam a humanidade ao Espírito do amor de Deus.

Então, onde o universalismo cristão nos leva em termos de diálogo inter-religioso? Bem, acho que ele nos diz que nos juntemos em eventos inter-religiosos e em visitas a outras comunidades não para “sermos tolerantes” a outras opiniões religiosas, o que é paternalismo, mas que nos juntemos para que possamos aprender uns com os outros, para que possamos ver a refração da luz de Deus de novas formas que enriquecerão nossas compreensões e nossas práticas de nossa tradição escolhida.

A maneira judaica de passar as tradições a novas gerações é algo do qual o cristianismo poderia aprender muito. A compreensão budistas das dimensões interiores da vida humana e o desenvolvimento budista da meditação e de práticas espirituais é algo dos quais os cristãos podem aprender muito e com o qual o cristianismo pode ser muito enriquecido. O comprometimento e a fidelidade muçulmanas demonstradas todas as sextas-feiras, quando se reúnem em suas orações coletivas é algo que tem tocado minha vida profundamente, e que pode nos ensinar muito. Todos eles podem nos ensinar muito a respeito das dimensões da religião.

Para terminar, me volto a uma visão bíblica. Ezequiel, um profeta hebreu no século VII antes de nossa era, teve a visão de um rio saindo de Jerusalém. Primeiro era muito raso, depois se tornou um grande rio. Suas águas eram as águas de vida. Isso é o que as várias religiões são – as águas de vida, vindas de muitas afluentes diferentes, cada uma com uma sabedoria e beleza próprias, que correm para um único grande rio.

Rev. Gibson da Costa