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sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Os unitaristas em Recife


O Unitarismo iniciou sua história no Brasil ainda no século XIX, com os primeiros unitaristas tendo chegado à cidade do Rio de Janeiro, então capital do Império, na década de 1820. Os primeiros unitaristas aqui estavam ligados a igrejas congregacionais, e reuniam-se em casas sem identificação exterior de local de culto.

Desde fins do século XIX, seis famílias unitaristas americanas viviam na cidade do Recife, onde, em suas casas, se reuniam semanalmente para adoração sob a liderança do missionário Rev. Hill.

A primeira igreja identificada como unitarista foi fundada em Recife em 6 de abril de 1933, pelo Rev. George Phelps - a Igreja Unitarista do Recife -, sendo composta por doze famílias unitaristas americanas e um grupo de quacres hicksitas. A Igreja Unitarista do Recife desenvolveu uma mistura muito particular de unitarismo anglicano (como é conhecida nossa tradição litúrgica high church) influenciado pelo pensamento quacre hicksita, que continua a ser a tradição da maior parte dos membros da Congregação Unitarista de Pernambuco até hoje.

O unitarismo altamente litúrgico e racionalista, tão característico da região de onde vieram os pais fundadores de nossa congregação, mesclou-se acidentalmente com o quaquerismo  livre dos hicksitas, tão característico da região de onde vieram os quacres que se juntaram a eles, e dessa junção surgiu a comunidade unitarista recifense - que, como sua igreja-mãe em Boston, afirmava ser “cristã unitarista em sua teologia, anglicana em sua liturgia, e congregacional em seu governo”, e adicionava a isso, “quacre em seu testemunho de paz”.

Os cristãos unitaristas formam um número ínfimo no Brasil, mas nos esforçamos para continuarmos fiéis àquele espírito esposado pelos fundadores de nossa comunidade.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

As crenças unitaristas e a linguagem litúrgica


Algumas perguntas me foram feitas acerca da liturgia na Congregação Unitarista de Pernambuco, e as respostas que dei àquelas perguntas me parecem apropriadas para uma discussão mais ampla acerca da compreensão litúrgica do Cristianismo Liberal como um todo.

Expliquei à pessoa que me questionara que nossa liturgia – assim como a liturgia de toda comunidade de fé – baseia-se em nossas compreensões teológicas (e filosóficas). A compreensão mais amplamente aceita em nossa comunidade é a de integridade. Nossas palavras e ações litúrgicas devem ser um reflexo da integridade de nossas crenças – que, em nosso caso, como teologicamente liberais, não estão acorrentadas ao dogma nem à tradição; nossas crenças são abertas à mudança.

Podemos pensar em, pelo menos, quatro princípios que nos guiam em nossas práticas litúrgicas:

1 – Nosso foco é um modus vivendi compassivo, e não crenças dogmáticas. A compaixão, que, para nós unitaristas, é a verdadeira religião (Miqueias 6:8; Tiago 1:27), faz-nos afirmar o valor e a dignidade de todos os seres humanos (Mateus 7:1-2; 25:37-40). A integridade que afirmamos exige que essa compaixão – esse amor, essa caritas – se expresse em nossas palavras e ações não apenas em nosso dia a dia, mas também em nossa liturgia na igreja. Logo, linguagens sexistas, racistas, homofóbicas, tribalistas, nacionalistas, violentas etc, não podem ser parte de nossa liturgia. É por esta razão que recusamos ler em nossas liturgias mesmo trechos das Escrituras que entendamos como exibindo tal tipo de linguagem.

2 – A maioria de nós unitaristas não compreende Deus como um ser sobrenatural que intervem na história humana. Há alguns de nós que certamente entendem Deus da maneira dita “tradicional”, mas a maioria de nós entendemos a Divindade como uma metáfora para os mais profundos valores humanos. A integridade que buscamos exige que sejamos cuidadosos e inclusivos para com todos em nossa liturgia; logo, nossa linguagem litúrgica tem de ser sensível às compreensões de todos os que fazem parte desta comunidade e que oram conosco.

3 – Para a maioria de nós unitaristas, Jesus é um mestre e um exemplo, e não um salvador sobrenatural enviado por Deus. Jesus “salva-nos” por meio de seus ensinamentos, e não por meio de uma morte para pagar por nossos “pecados”. Por causa disso, não fazemos uso dos tradicionais hinos cantados por outras igrejas cristãs – já que os mesmos estão moldados pela teologia da redenção; somos forçados por nosso anseio pela integridade a encontrar outras vozes para a nossa fé. Essa é a razão para a grande diferença musical em nossa comunidade – quando comparada a outras igrejas cristãs.

4 – Para nós unitaristas, o cristianismo não é o único caminho aceitável e autêntico para se chegar ao Divino ou para encontrar sentido na vida. A integridade que buscamos força-nos a honrar os caminhos que para outras pessoas são tão verdadeiros quanto o nosso é para nós próprios. Isso, mais uma vez, faz-nos rejeitar hinos ou afirmações que insinuem uma superioridade cristã em relação a outras pessoas, por exemplo.

O que nós unitaristas cremos, em essência, é que – mesmo fazendo uso de linguagem metafórica, muitas vezes – nossa linguagem litúrgica, que se expressa em palavras e atos, deve refletir nossas crenças; e essas crenças, em nosso caso, incluem a crença no valor e dignidade inerente de todos os seres humanos (homens, mulheres, de todos os gêneros e identidades de gênero, e de todas as orientações emociono-sexuais), uma crença na paz, na liberdade de pensamento, no exemplo deixado pelas palavras e ações atribuídos a Jesus de Nazaré – nosso mestre e modelo.

sábado, 30 de julho de 2011

A Eucaristia e os Sacramentos para os unitaristas


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"[...]Façam isto em memória de mim." (Lucas 22:19)

Entre nós, unitaristas, geralmente usamos dois diferentes nomes para nos referirmos a esse ritual de partilha de pão e vinho: Eucaristia ou (Santa) Comunhão – e, algumas vezes, ouvimos pessoas que vieram de alguma tradição evangélica chamá-lo de (Santa) Ceia (título este não muito comum entre nós). Seja como for, todos esses títulos saíram do Novo Testamento e enfatizam diferentes sentidos deste sacramento cristão.

Chamá-lo de Eucaristia – um termo tirado do Novo Testamento grego, e que significa ação de graças – lembra-nos que a gratidão à Providência é uma parte essencial tanto da espiritualidade cristã quanto da própria natureza deste ato sacramental.

Chamá-lo de Santa Comunhão lembra-nos que esse é um ato dos mais sagrados e íntimos em nossa tradição, tornando-nos um com Jesus Cristo e parte de seu corpo, a igreja.

Chamá-lo de Santa Ceia lembra-nos que este ato é uma refeição instituída pelo próprio Jesus e presidida por ele, em sua mesa, todas as vezes em que ela é celebrada.

Usar esses diferentes nomes para esse ritual que aqui celebramos todas as vezes que nos encontramos, é um reconhecimento de que nenhum desses títulos pode conter a riqueza de sentidos desse ato sagrado.

É importante que nos lembremos, antes de tudo, do sentido que damos ao termo que é usado para definir essa refeição sagrada: sacramento. Um sacramento tem sido definido, entre nós, como uma “encruzilhada” entre Deus e o homem – um ponto de encontro entre o humano e o sagrado. Um ato sacramental, como a Santa Comunhão ou o Batismo, por exemplo, distingue-se pelo seu uso de atos simbólicos, ou seja, de atos que expressam sentidos, e envolvem, além dos atos em si, palavras e (geralmente) objetos.

Muitos pensam que nós unitaristas não acreditamos em sacramentos e não os celebremos. Enganam-se os que assim pensam. Historicamente, tem havida uma ampla interpretação do que seja um sacramento e de seu papel em nosso meio. É verdade que a maioria de nós tem compreendido a participação externa em tais sacramentos como sendo não necessária para o genuíno discipulado cristão – uma genuína relação com o Divino – ou para a admissão à comunidade cristã; mas, por outro lado, ainda que não enxerguemos os sacramentos como uma espécie de exigência para estarmos de bem com Deus, a maioria esmagadora de nós os celebra continuamente como, pelo menos, um memorial à nossa fé. A realidade da prática sacramental em nossa congregação evidencia-se, por exemplo, quando pensamos no título recebido pelos ministros presbiterais em nossa comunidade: Ministro ou Ministra da Palavra e Sacramento.

Eu, particularmente, compreendo o todo da vida como sendo um sacramento. Pessoalmente, não acredito que um ato ou um momento seja mais sagrado que outro. Assim, prefiro enxergar todos os momentos de minha vida – mesmo aqueles que outros veriam como sendo profanos – como momentos sagrados, e todas as minhas ações como atos sagrados. Obviamente, não espero que todos compreendam a vida como eu a compreendo, nem que moldem suas compreensões teológicas às minhas; mas, duma certa maneira, não há uma distinção tão grande assim entre minha compreensão pessoal e aquela abraçada por nossa comunidade de fé como um todo.

Isso fica claro no momento em que novos membros são recebidos em nossa congregação. Aqui, na Congregação Unitarista de Pernambuco, apesar de o Batismo ser observado pela maioria de nossos membros, não há uma exigência de que alguém deva ser batizado para ser aceito como membro de nossa congregação. Esse tem sido um costume em nossa igreja desde sua fundação, já que, desde o início, tem havido pessoas com as mais diversas compreensões teológicas sobre o sentido dos sacramentos em nosso meio. O mesmo se aplica à nossa compreensão da Santa Comunhão. Se observarem bem, verão que nem todos nós partilhamos do pão e do cálice em nossas celebrações. Os que não partilham desses elementos, não o fazem não por estarem em pecado. Não tomam desses símbolos simplesmente por não os verem como necessários à sua relação com a Providência. Esses cristãos unitaristas fieis compreendem cada momento, cada lugar, cada ato de suas vidas como sendo aquela encruzilhada – aquele ponto de encontro – com o Divino. E, para nós, não há nada de errado com isso. Nossa vida comunitária prova que é possível manter-se uma unidade convenial mesmo em meio a diferentes compreensões teológicas. Podemos enxergar nossa fé de diferentes maneiras e, mesmo assim, manter-nos unidos pelo que fazemos juntos, e não pela maneira como compreendemos cada aspecto de nossa fé e de nossa existência. O que nos unifica é nossa aliança – as promessas que fazemos uns aos outros diante de Deus – e não uma lista de crenças que nos mantenha artificialmente juntos.

As palavras geralmente rezadas em nossa celebração eucarística são um testemunho de nossa compreensão do valor daquele ato simbólico. Alguns de nós podem entender aqueles símbolos como sendo a presença real de Jesus entre nós. Outros de nós podem entendê-los como sendo um símbolo da presença espiritual de Jesus entre nós. Outros, ainda, talvez a maioria de nós, os compreendem como um memorial da união que Jesus espera entre seus discípulos e da unidade entre todos os seres humanos, representada por símbolos tão universais quanto o pão e o vinho. Essa compreensão de união é exibida em nossa recepção de absolutamente todas as pessoas aos símbolos eucarísticos: você não precisa ser um unitarista, não precisa ser membro desta congregação, nem membro de qualquer outra comunidade cristã para ter acesso à Santa Comunhão. Como esta é uma refeição presidida por Jesus, você é um convidado dele para participar dela. Se você recebe ou não a Comunhão, é entre você e Deus.

Quando servimos esses elementos – o pão e o vinho –, o fazemos “em nome de todos aqueles e aquelas que, conhecidos ou desconhecidos, lembrados ou esquecidos, viveram e morreram como verdadeiros servos da humanidade”; em nome do espírito de amor ensinado por Jesus; e em nome da Providência, da Presença Eterna, de Deus. Assim, crianças e adultos, jovens e velhos, homens e mulheres, crentes ou descrentes, esquerdistas ou direitistas, heterossexuais ou gays, pobres ou ricos, nacionais ou estrangeiros, pretos ou brancos, afinal, todas as pessoas são aceitas à mesa cristã. Elas não precisam compreender aquele ato e aqueles símbolos da mesma maneira – só precisam ter o mesmo desejo de amarem e servirem a humanidade e, assim, estarão cumprindo o maior mandamento que Jesus nos deu. Sim, pois mesmo o que se diz ateu, ao amar e servir a seu próximo, está, em verdade, amando e servindo ao Deus do universo.

Que ao fim deste ato sacramental hoje, possamos repetir com toda força em nossos corações, mentes e almas as palavras que sempre rezamos: Cristo nasce em nós quando abrimos nossos corações à inocência e ao amor. Cristo vive em nós quando caminhamos a senda do perdão, reconciliação e compaixão. Cristo morre em nós quando nos rendemos à nossa própria arrogância, egoísmo e ódio. Cristo ressuscita em nós quando nossas almas se despertam da morte espiritual para se unirem à comunidade de amor, para entrar no reino divino aqui mesmo neste mundo. Saiamos em paz. Amém.”


Rev. Gibson da Costa - Sermão proferido na Congregação Unitarista de Pernambuco

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Liturgia da Santa Comunhão - 20 de fevereiro de 2011


CHAMADO À ADORAÇÃO

Ministro: Deus esteja com vocês!
Todos: E com você também!

Ministro: Deus certamente está conosco quando abrimos nossos olhos e contemplamos a beleza que nos cerca, ou, se não podemos ver, podemos sentir a vida da qual somos parte.

Todos: Deus é a fonte de Vida do Universo!

Ministro: Deus está conosco todas as vezes que ousamos nos amar mutuamente, honrando o valor e dignidade de toda pessoa que nos cerca, cuidando do mais fraco, protegendo o mais vulnerável, amando como Jesus nos ensinou.

Todos: Quando amamos, somos a presença de Deus no mundo!

Ministro: Como me apresentarei a Deus? Como me ajoelharei diante do Deus das alturas? Virei a ele com sacrifícios de animais? Devo trazer a ele dinheiro ou joias?

Todos: Ó homem, já foi explicado o que é bom e o que Deus exige de você: praticar a justiça, amar a misericórdia, caminhar humildemente com o seu Deus! (Miqueias 6:8)


Coral: Jesus disse: dou a vocês um novo mandamento. Amem-se uns aos outros. Assim como eu amei vocês, vocês devem se amar uns aos outros. (João 13:34)

Ministro:
Oremos:
Amado Deus, Jesus nos ensinou que, sem amor, nossas ações não valem nada. Envia teu Espírito e derrama em nossos corações o dom do amor, o verdadeiro laço de paz e de toda bondade; em nome do mesmo Jesus que, com seus ensinamentos e exemplos, nos aponta o caminho para tua presença. Amém.


[MÚSICA]


Ministro: Meus amigos e minhas amigas, as Escrituras nos ensinam a amar incondicionalmente e a cuidar daqueles que nos cercam, alegrando-nos com os que se alegram, chorando com os que choram, vivendo em harmonia com todos, não nos deixando levar pela mania de grandeza, nem nos considerando mais sábios que os outros, nos preocupando em fazer sempre o bem ao próximo, vivendo sempre em paz com todos, nunca sendo vencidos pelo mal, mas sempre vencendo o mal com o bem (Romanos 12:10-21). Entretanto, somos imperfeitos, e ficamos muito longe dessa expectativa. Por isso, analisemos nossas vidas, e confessemos a Deus nossos erros, falhas e pecados, deixando o Espírito divino criar em nós o desejo de sermos a Presença de Deus na vida de todas as pessoas que nos cercam.


Todos: Amado Deus, confessamos que não temos te amado com todo nosso coração, mente, e força, e não temos amado nosso próximo como a nós mesmos. Em teu amor, perdoa-nos pelo que temos sido, ajuda-nos a consertar o que somos, e molda o que seremos, para que possamos nos alegrar em nossa vida, amando incondicionalmente e abrindo nossas mentes, nossas mãos e nossos corações todos os dias de nossas vidas.


Ministro: Eu vos declaro, como tantas vezes fez Jesus em seu próprio tempo, que vocês estão e são perdoados. Que o Deus de amor, que perdoa todos os vossos erros, vos fortaleça em todo bem e, pelo poder do seu Espírito, vos preserve na vida eterna.

Todos: Amém.

E já que Deus nos perdoou, nos perdoemos uns aos outros. A paz de Deus esteja com todos vocês.

Todos: E com você também!

[Todos compartilham uns com os outros, em palavras e gestos, sinais de paz e reconciliação.]


[MÚSICA]

ORAÇÃO DE ILUMINAÇÃO: Diácono Elias Santana

Diácono: Oremos.
Ó Deus, nos diz o que precisamos ouvir, e nos mostra o que devemos fazer, para que possamos curar o mundo e trazer a tua Presença entre nós.

Todos: Amém!

Diácono: Ouçam o que o Espírito está dizendo à igreja.

PRIMEIRA LEITURA: Sandra Lima - Levítico 19:1-2, 9-18.

[Depois da leitura:]
Leitora: Palavra do Senhor.
Todos: Graças a Deus.


SALMO: Cantado pelos Humiliati e pela congregação - 119:33-40


SEGUNDA LEITURA: Cristina Wolfenson - 1 Coríntios 3:10-11, 16-23

[Depois da leitura:]
Leitora: Palavra do Senhor.
Todos: Graças a Deus.


[CÂNTICO DE PROCLAMAÇÃO DO EVANGELHO – pelos Humiliati]


EVANGELHO: Diácona (Alicia Phelps) - Mateus 5:38-48

Diácona: O Evangelho de nosso senhor Jesus Cristo de acordo com Mateus.
Todos: Glória a ti, ó Deus!

[Depois da leitura:]
Diácona: O Evangelho do Senhor!
Todos: Glória a Deus!


SERMÃO: Ministro (Rev. Gibson da Costa)


DOXOLOGIA:

Ministro: Ao rei dos séculos, ao Deus incorruptível, invisível e único, honra e glória para sempre!
Todos: Amém!


[MÚSICA]


AFIRMAÇÃO DE FÉ:

Ministro: Não estamos sozinhos.
Todos: Vivemos no mundo de Deus.
Ministro: Cremos em Deus,
Todos: que criou e está criando, que nos enviou Jesus como anunciador de Sua palavra, para reconciliar e renovar, que opera em nós e em outros através do Espírito.
Ministro: Confiamos em Deus,
Todos: que nos convoca à igreja, para celebrar a vida e sua plenitude, para amar e servir aos outros, para buscar justiça e resistir ao mal, para proclamar a mensagem de Jesus, nosso modelo de amor incondicional.
Ministro: Na vida, na morte, na vida além da morte, Deus está conosco.
Todos: Não estamos sozinhos. Graças a Deus.


ORAÇÃO DO POVO: Diácono Lars Channing


[MÚSICA]


CELEBRAÇÃO DA COMUNHÃO

Ministro: Desde tempos antigos, celebramos este banquete de pão e vinho. Na noite antes de sua morte, Jesus e seus amigos se reuniram ao redor da mesa. Ele tinha falado sobre um Deus que queria salvar todo o mundo; da cruz que deve ser carregada; do cálice que deve ser esvaziado; e da alegria encontrada pelos que amam. E agora, ele falava da comunhão em seu amor, que é maior que a morte; e da escuridão que encontram aqueles que se afastam do amor. Aquele foi um banquete de pão e vinho. O pão, feito de grãos de trigo, deveria ser partido; como seu corpo foi partido e morreu. O vinho, extraído da uva, deveria ser bebido por todos; como suas palavras foram bebidas por todos que o ouviam. Aqueles que partilharam daquele banquete, entendiam o significado do momento. Eles entendiam: a escuridão da traição; o poder da comunhão num amor mais poderoso que a morte; a paz daqueles que permanecem em seu amor. O banquete de pão e vinho é a comunhão neste amor que encontramos em Jesus, no qual partilhamos por meio dele; a comunhão com os que já se foram; a comunhão com os que estão longe; a comunhão com os que estão próximos; a comunhão com todos aqueles que virão depois de nós.

Amigos e amigas, em fé e amor, todos vocês são convidados a esta Comunhão, independentemente de pertencerem a esta igreja, a qualquer outra, ou a nenhuma. Todos os que anseiam viver em comunhão com Jesus e com seus ensinamentos são bem-vindos.

Agora ousemos dizer juntos uma adaptação da oração que Jesus ensinou a todos aqueles que se juntavam à vida no Espírito:

Todos:
Eterno Espírito,
Doador da vida,
Fonte de tudo o que é e de tudo o que será.
Pai e Mãe de todos nós,
Amoroso Deus, em quem está o céu:

Que teu nome ecoe no universo!
Que o caminho de tua justiça seja seguido pelos povos do mundo!
Que tua vontade celestial seja feita por todas as criaturas!
Que teu domínio de paz e liberdade sustenha nossa esperança e venha à terra.

Com o pão que precisamos hoje, alimenta-nos.
Nas mágoas que absorvemos uns dos outros, perdoa-nos.
Em tempos de tentação e aflição, fortalece-nos.
De provações muito difíceis, poupa-nos.
Da força de tudo que é mal, livra-nos.

Pois reinas na glória do poder que é o amor, agora e para sempre.

Amém.

[Silêncio]

Diácona: Neste ofício, comemoramos uma grande amizade e um grande sacrifício. Nos reunimos aqui para ter comunhão com Deus através do exemplo de Jesus, para que possamos renovar e aprofundar nossa relação com ele, e aumentar o poder e sinceridade de nosso discipulado. O amor pelos outros e o desejo de servi-los foi a grande paixão de sua vida. Pensamos nele não apenas em relação a seus próprios discípulos, com quem ele partilhou o dom de seu espírito, mas também em sua relação com os homens e as mulheres de seu tempo, a quem ele deu o melhor de si, tanto em palavra quanto em ação. O que mais o distinguiu foi a ênfase que deu à comunhão espiritual. Amizade com ele não significava apenas ajuda prática e simpatia, mas também encorajamento e apoio espiritual. Ele afirmava insistentemente que os famintos devem ser alimentados, que os nus devem ser vestidos, que os doentes devem ser visitados; mas ele não insistia menos, por causa disso, que as almas das mulheres e dos homens devem ser alimentadas, para que possam partilhar as riquezas da vida eterna. Em tudo o que disse e fez Jesus apelou à vida do espírito. Todas as mulheres e homens eram para ele suas irmãs e irmãos em Deus, e nesta ideia ele baseou sua relação com eles. Amor a Deus e amor à humanidade não eram princípios que se podiam escolher. Eles eram os princípios mais importantes da humanidade, sem os quais uma vida verdadeira era impossível.

Hoje, sejam quais forem nossas perplexidades ou dificuldades, ainda reconhecemos a verdade e a beleza do princípio cristão. Nossa natureza espiritual nos convoca ao ministério de amor e serviço. Frequentemente, nossos ideais são negados no domínio da vida prática e diária. Entretanto, não podemos nos envergonhar do claro testemunho de nossas almas ao amor a Deus e à humanidade como sendo as coisas supremas da vida. Como Jesus, devemos a elas nossa plena lealdade; e oramos para que enquanto partilhamos dos símbolos de seu ministério e sacrifício, possamos compartilhar da amizade de seu espírito, e sejamos fortificados e purificados em nossas almas por meio de nossa comunhão com ele. Que sejamos um neste ministério do Espírito, em nosso discipulado cristão, com todas as mulheres e homens fiéis de todas as eras, de todo lugar e de toda fé que têm amado e servido a humanidade no espírito de Jesus.

Ministro: Enquanto Jesus comia com seus discípulos em uma sala, tomou um pão, agradeceu a Deus, o partiu e distribuiu a eles, dizendo: “Isto é o meu corpo, que é dado por vocês. Façam isto em memória de mim”. Depois ele fez o mesmo com o cálice, dizendo: “Este cálice é a nova aliança do meu sangue. Façam isto em memória de mim”.

[O ministro ergue o pão e diz:]
Ministro: E então, como todos partilham do pão da vida e são filhos de Deus, partimos este pão como um sinal e símbolo de Jesus, de todos os que têm fielmente servido a Deus e à humanidade, e como uma lembrança de nosso desejo de servirmos uns aos outros em perfeito amor.

Todos: Neste momento de lembrança e partilha, possa nosso desejo de servir a Deus e à humanidade ser renovado dentro de nós.

[O ministro ergue o cálice e diz:]
Ministro: Como somos todos feitos de um sangue e juntos partilhamos este mundo, tomamos este cálice como sinal e símbolo de Jesus, de todos os que têm testemunhado sobre a unidade da humanidade, e como uma lembrança de nosso desejo de que, como temos recebido gratuitamente, gratuitamente daremos.

[O pão e o cálice são distribuídos.]

[Quando todos os que desejarem tiverem tomado do pão e do vinho, haverá um momento de oração silenciosa.]

Ministro: Eterno Deus, te damos graças por nos teres posto no caminho de tantas mulheres e homens bons e fiéis. Lembramos de todos aqueles que, desde o começo do mundo, têm trabalhado pela justiça e têm caminhado contigo, todos cujas vidas têm sido marcado pela mesma beleza que estava em Jesus. Que a nuvem de testemunhos seja para nós um exemplo da vida com Deus, e que por meio da fé, esperança e amor, possamos estar unidos a eles e a ti, agora e eternamente.

Junta-nos ou espalha-nos, ó Deus, de acordo com tua vontade. Faz-nos uma igreja, uma igreja com mentes, mãos e corações abertos, uma igreja que leva este mundo à sério, pronta para trabalhar e para sofrer, ou até mesmo sangrar por ele.

Todos: Cristo nasce em nós quando abrimos nossos corações à inocência e ao amor. Cristo vive em nós quando caminhamos a senda do perdão, reconciliação e compaixão. Cristo morre em nós quando nos rendemos à nossa própria arrogância, egoísmo e ódio. Cristo ressuscita em nós quando nossas almas se despertam da morte espiritual para se unirem à comunidade de amor, para entrar no reino divino aqui mesmo neste mundo. Saiamos em paz. Amém.

[MÚSICA]

Congregação Unitarista de Pernambuco - 20 de fevereiro de 2011.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

O Unitarismo elitista bostoniano e os unitaristas brasileiros


No passado, o Unitarismo foi tão parte da vida de Boston, que chegou a ser conhecido como a “Religião Bostoniana”. Para entender o por quê, é só visitar a cidade e olhar para a Câmara Legislativa de Massachussetts – que o unitarista Oliver Wendell Homes chamou de “eixo do sistema solar” -, cujo edifício foi desenhado pelo unitarista Charles Bulfinch, e na frente do qual está a estátua do educador unitarista Horace Mann e do político unitarista Daniel Webster. Diante da Câmara está um Memorial ao também unitarista Robert Gould Shaw, o coronel da Guerra Civil americana, que liderou um regimento negro imortalizado no filme “Tempo de Glória” (de 1989).


Em muitos de seus textos, David Robinson, autor de muitos livros sobre a história do Unitarismo, aponta para a importância da cidade de Boston para a vida intelectual americana desde a Independência, e da maneira como a cultura literária americana dependia da cultura religiosa unitarista. Entre a Independência e a Guerra Civil, Boston era a grande metrópole cultural dos Estados Unidos, e os autores e artistas apreciados nos Estados Unidos eram unitaristas.


Harvard, a mais antiga universidade americana, era o berço da intelligentsia unitarista, e de lá saíam os cérebros que alimentariam a intelectualidade do país. A partir de 1805, o corpo docente da universidade passou a ser formado por uma maioria esmagadora de ministros unitaristas. Era o nascimento da tradição elitista dos unitaristas de Harvard. Esses unitaristas exerceriam uma influência assombrosa nas igrejas da região. À medida que os ministros formados em Harvard assumiam postos nas antigas igrejas puritanas da região, grupos dentro dessas igrejas se tornavam unitaristas e muitas divisões ocorreram. Os antigos líderes conservadores de muitas dessas paróquias foram à justiça contra os unitaristas em suas congregações, mas quase todos os juízes da região eram unitaristas, fazendo com que (na visão dos “conservadores”) os unitaristas fossem beneficiados.


Os primeiros unitaristas bostonianos eram socialmente conservadores, mas, apesar disso, eram politicamente liberais. Liderada pelos ministros unitaristas William Ellery Channing (sim, o nosso Channing!) e Theodore Parker, Boston se manteve à dianteira do movimento abolicionista. O movimento feminista seria liderado também pela unitarista bostoniana Susan B. Anthony. E os unitaristas de Boston não se revoltavam apenas contra o sistema puritano – eles resolveram se revoltar contra o próprio unitarismo, na forma do transcendentalismo, que rejeitava as igrejas e os ministros em nome de uma comunhão com a natureza. Dois de seus principais líderes, os unitaristas Ralph Waldo Emerson e Henry David Thoreau, contribuíram para o florescimento da literatura americana, e o texto “Desobediência Civil”, de Thoreau, influenciaria Martin Luther King Jr e Mahatma Gandhi.


Ironicamente, foi exatamente essa associação do Unitarismo com Boston e com a vida elitista do establishment americano que impediu um maior crescimento do Unitarismo nos Estados Unidos. O Unitarismo era (e, em alguns casos, ainda é) visto como a religião dos ricos, poderosos e intelectuais descrentes. Se alguém buscasse consolo para a alma e forças para continuar, muito provavelmente não encontraria isso no Unitarismo. Essa é também a razão pela qual o Unitarismo não conseguiu se desenvolver no Brasil. Os unitaristas que vieram para o Brasil, e fundaram nossas comunidades, vinham de Boston, tendo trazido consigo um pouco daquele ar elitista. O Reverendo Charles Phelps, o primeiro ministro dos unitaristas brasileiros, era um desses unitaristas clássicos que proclamavam uma religião intelectualmente poderosa, mas incapaz de atingir o espírito brasileiro.

Não devemos nos envergonhar de nossa tradição: uma tradição religiosa que não se divorcia do intelecto. Nós unitaristas continuaremos a ser como nossos pais da Nova Inglaterra - os desafiadores de nós próprios. O que me pergunto, entretanto, é se não faremos isso numa linguagem que possa ser compreendida por nossos compatriotas. Com a aproximação da oitava década de nossa comunidade aqui, me pergunto se já não está na hora de repensar nosso elitismo! Temos nos esforçado para mudar nossa língua (literalmente!) - usando português em nossa liturgia. Mas nos falta muito. Temos de encontrar uma forma de falar nossa mensagem de uma maneira que toque o coração de pessoas que não estão acostumadas ao nosso vocabulário "elitista" (?). Elas querem ouvir nossa mensagem, elas estão em busca disso, só não descobrimos uma forma de conversar com essas pessoas ainda. Já está na hora!

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Leituras Para o Advento

Tempo do Advento: 28/Nov/2010 – 19/Dez/2010

Primeiro Domingo de Advento – 28 de Novembro de 2010
  • Primeira Leitura: Isaías 2:1-5
  • Salmo: Salmo 122
  • Segunda Leitura: Romanos 13:11-14
  • Evangelho: Mateus 24:36-44


    "Que possamos ter ouvidos para ouvir e olhos para ver, ó Deus, tua presença entre nós durante este tempo de alegria, enquanto antecipamos a vinda de Jesus. Amém."

Segundo Domingo de Advento – 5 de Dezembro de 2010
  • Primeira Leitura: Isaías 11:1-10
  • Salmo: Salmo 72:1-7, 18-19
  • Segunda Leituras: Romanos 15:4-13
  • Evangelho: Mateus 3:1-12


    "Ouça nossa humilde oração: que possamos servir a todos os teus filhos em alegria, dando voz à tua presença entre nós até o dia da vinda de Jesus. Amém."

Terceiro Domingo de Advento – 12 de Dezembro de 2010
  • Primeira Leitura: Isaías 35:1-10
  • Salmo: Salmo 146:5-10 ou Lucas 1:46b-55
  • Segunda Leitura: Tiago 5:7-10
  • Evangelho: Mateus 11:2-11


    "Deus de paz e alegria, tu que fortaleces o que está fraco, que enriqueces os pobres e dás esperança àqueles que vivem no medo, ajuda-nos a enxergar a necessidade de nosso próximo e a servi-los e amá-los incondicionalmente até a vinda de Jesus e para sempre. Amém."

Quarto Domingo de Advento – 19 de Dezembro de 2010
  • Primeira Leitura: Isaías 7:10-16
  • Salmo: Salmo 80:1-7, 17-19
  • Segunda Leitura: Romanos 1:1-7
  • Evangelho: Mateus 1:18-25


    "Deus da promessa, nos deste um sinal de teu amor por meio da presença de Jesus, nosso Mestre. Cremos, como José, na mensagem de tua presença, e oferecemos nossas orações em favor de teu mundo, confiantes em teu cuidado e amor para com toda a criação. Amém."

Acendendo as Velas de Advento

Em cada acendimento sucessivo das velas de Advento, todos os textos dos acendimentos anteriores são lidos juntamento com as leituras daquele dia específico.

No Primeiro Domingo de Advento e nos Domingos seguintes:

Neste dia testemunhamos a luz de Cristo com todos os fiéis de todos os tempos e todos os lugares:

Com Isaías e Jeremias, profetas de Israel,
esperamos a vinda da justiça e retidão à terra.

No Segundo Domingo de Advento, e nos outros acendimentos das velas:

Com João Batista, clamamos do deserto:
Preparem o caminho do Senhor!
Seu reino está próximo.”

No Terceiro Domingo de Advento, e nos outros acendimentos das velas:

Com Maria, a mãe de Jesus,
magnificamos o Senhor, nos alegrando em nosso Deus,
que fez grandes coisas.

No Quarto Domingo de Advento, e nos outros acendimentos das velas:

Com os autores dos Evangelhos,
contamos as boas novas de Jesus Cristo, a criança de Belém,
que veio para nos salvar com seus ensinamentos,
e vem novamente para reinar em nossos corações.

Na Véspera do Natal, ou no Dia de Natal:

Junto com todos os fieis de todos os tempos e lugares, cantamos:
Glória a Deus nas alturas,
e paz na terra, aos homens de boa vontade.”

Em cada ocasião o acendimento das velas é concluído com:

A Palavra se tornou carne e viveu entre nós,
e vimos sua glória.
Aleluia!

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Liturgia da Santa Comunhão - 14 de Novembro de 2010


CONGREGAÇÃO UNITARISTA DE PERNAMBUCO
Mentes Abertas – Mãos Abertas – Corações Abertos

Ofício Bilingue - Bilingual Service

25º Domingo Depois do Pentecoste – 14 de novembro de 2010
25th Sunday After Pentecost – November 14, 2010


Canção de InspiraçãoSong of Inspiration: “Yeliel (My Angel)” – Coral/Choir

Just like the sea
No one possesses you
And no one can go down to
The deepest side of you

Just like a tree
Decades and memories
Articulate and seal
Every one of your dreams

When I need you I secretly sing you this part of my soul

[Chorus:]
Yeliel, my angel
Know that I can hear you
And every word you speak is holy
Wind caressing me
Yeliel, my angel
Know that I can see you
And when I fall I feel your arms around my destiny
Protecting me

I do believe
Some things are mysteries
The simple fact that we stand alive
that we breathe
Why do I love
Why do I hate and die
Where do these things all lie
I don't know why I cry

When I need you I secretly sing you this part of my soul
[Chorus]
Why do I love
Why do I hate and die
Where do these things all lie
I don't know why I cry
When I need you I secretly sing you this part of my soul
[Chorus]


Chamado à Reunião – Gathering Call: Marta Melo

Nos reunimos admirados pela Vida,
Para celebrar a vida e a comunidade.

Abraçamos a todos com amor incondicional e aceitação graciosa,
Todos são bem-vindos, todos são valorizados.

Hoje celebramos o Amor e a Amizade,
Nos comprometemos com o ensino de Jesus de amor incondicional.

Encontramos uma janela para o Deus de muitos nomes em Jesus,
E também encontramos inspiração nas palavras de outros que buscaram a Deus.

Somos uma comunidade de mentes, mãos e corações abertos,
Trabalhando e vivendo pela justiça e paz no mundo.

Buscamos expressões e experiências de Deus dentro, entre e além da palavra, pensamento e ação.
Juntos continuamos a aventura humana.


Canção de Reunião – Gathering Song: “Podes Crer” (Cidade Negra) – Coral e Todos/Choir & All

O que é, meu irmão
eu sei o que te agrada
e o que te dói, e o que te dói

É preciso estar tranquilo
pra se olhar dentro do espelho
refletir
o que é?

Seja você quem for
eu te conheço muito bem
isso faz bem pra mim
isso faz bem pra vida

Onde quer que vá
eu vou estar também
eu vou me lembrar
daquela canção que diz

parapapapa....

Bendito
encontro
na vida
amigo

É tão forte quanto o vento quando sopra
tronco forte que não quebra, não entorta
podes crer, podes crer,
eu tô falando de amizade

Oração/Prayer: Diácono Elias Santana (português)/Deacon Lars Channing (English)

Diáconos/Deacons: Deus esteja com vocês - God be with you
Todos/All: O espírito de Deus está aqui. - God's spirit is here.

Amado Deus, Mistério e Vida do Universo, nos reunimos aqui para celebrar as dádivas com as quais nos abençoastes. Nos reunimos aqui para aprender a amar o mundo, para aprender a perdoar, para aprender a sorrir. Que teu espírito de amor e compreensão possa nos preencher. Que possamos ser tua presença para outras pessoas. Que possamos amar incondicionalmente a todos. Esta é nossa oração. Amém.

Loving God, Mystery and Life of the Universe, we gather together to celebrate all the gifts with which you have blessed us. We gather here to learn how to love the world, to learn how forgive, to learn how to smile. May your spirit of love and understanding fill us. May we be your presence to other people. May we love all unconditionally. This is our prayer. Amen.

Canção/Song: “Side” (Travis) – Rev. Gibson da Costa/Cristina Wolfenson/Shannon/Coral

Well I believe there's
Someone watching over you
They're watching
Every single thing you say
And when you die
They'll set you down
And take you through
You'll realise one day

That the grass is always
Greener on the other side
The neighbour's got a new car
That you wanna drive
And when time is running out
You wanna stay alive

We all live under the same sky
We all will live, we all will die
There is no wrong,
There is no right
The circle only has one side

We all try hard to live
Our lives in harmony
For fear of falling swiftly overboard
But life is both a major and minor key
Just open up the chord

...


1ª Leitura / 1st Reading: Isaías 65:17-25 / Isaiah 65:17-25

Leitor: May God Bless the Hearing of these words. / Que Deus abençoe os que ouvem essas palavras.
Todos/All: Amen. / Amém.

Salmo / Psalm: Isaías 12 / Isaiah 12


Canção do Evangelho – Gospel Song: “Ancient Words” - Choir

Holy words, long preserved
for our walk in this world
they resound with God's own heart
oh let the ancient words impart

Ancient words ever new
Changing me and changing you
We have come with open hearts
Oh, let the ancient words impart

Leitura do Evangelho / Gospel Reading: Rev. Gibson da Costa

Lucas 21:5-19 / Luke 21:5-19

Sermão / Sermon: Rev. Gibson da Costa

AFIRMAÇÃO DE FÉ:

MINISTRO: Não estamos sozinhos. Vivemos no mundo de Deus.

TODOS: Cremos em Deus: que criou e está criando, que enviou-nos Jesus, como anunciador de Sua Palavra, para reconciliar e tornar novo, que opera em nós e em outros pelo espírito. Confiamos em Deus. Somos chamados a ser a igreja: para celebrar a presença de Deus, para viver com respeito na Criação, para amar e servir aos outros, para buscar a justiça e resistir ao mal, para proclamar a mensagem de Jesus, nosso modelo de amor incondicional.

MINISTRO: Na vida, na morte, na vida além da morte, Deus está conosco.

TODOS: Não estamos sozinhos. Graças a Deus.

ORAÇÕES DO POVO


CELEBRAÇÃO DA SANTA COMUNHÃO
(com a participação especial das crianças e jovens da Congregação)

Nota aos Visitantes: Nossa congregação celebra uma comunhão aberta. Entendemos a partilha do pão e do cálice em nome de Jesus como uma representação de uma antiga visão do banquete de Deus para todas as pessoas. Não exigimos que você seja um membro desta congregação, ou de qualquer outra, para participar conosco nesta celebração. Simplesmente venha adiante, seguindo a fila. Depois de mergulhar um wafer na taça, o ministro a colocará em sua língua e oferecerá uma breve benção. Se você preferir se servir, ponha suas mãos diante de si, no formato de concha, quando vier receber a comunhão. Se você não desejar receber a comunhão, pode permanecer em seu assento durante a distribuição da mesma.

A Organização da Mesa de Comunhão

Ministro: Por que temos uma mesa aqui?

Todos: Temos uma mesa porque somos criados e chamados por Deus para sermos um povo que se reúne em comunidade, para sermos alimentados em relacionamentos.

Ministro: Por que temos uma toalha sobre a mesa?

Todos: Temos uma toalha sobre a mesa porque Deus está entrelaçado às nossas vidas e somos cobertos com o amor de Deus.

Ministro: Por que temos velas sobre a mesa?

Todos: Temos velas sobre a mesa porque Deus é nossa luz e salvação, pois para Deus até mesmo a escuridão é como a luz. Como humanos somos chamados a ser a luz para o mundo.

Ministro: Por que temos flores sobre a mesa?

Todos: Temos flores sobre a mesa para nos lembrarmos do mistério e beleza da graça de Deus.

Ministro: Por que temos pão e vinho sobre a mesa?

Todos: Temos pão e vinho sobre a mesa como símbolos dos dons da criação de Deus.

(Os jovens e crianças participam neste ritual, trazendo a toalha e cobrindo a mesa, colocando os símbolos usados na cerimônia sobre a mesa, e acendendo o Cálice Flamejante.)

Orações

Ministro: Que todos aqueles que respiram conheçam sua liberdade vindo a esta mesa. O dever não pode trazê-lo aqui, nem o medo causado pela conformidade pode mantê-lo distante, pois esta mesa está em todos os lugares.

Todos: Nesta mesa, todo o ódio é desmembrado, o amor é relembrado, pois a lembrança não é um peso aqui.

Ministro: Venham todos, não confundindo a humildade com a auto-humilhação, nem a adoração com uma arte cerimonial. Venham com sua crença ou descrença, pois a fé é mais profunda que a crença, a comunhão mais elevada que a descrença.

Todos: Estamos aqui nesta tua mesa, Espírito, e tu estás aqui em nossa mesa, moldado por nossas palavras e atos.

(O pão e o vinho são elevados e, então, há silêncio.)

Lembremo-nos

Ministro: Todos os povos, em todos os tempos, têm considerado com admiração o mistério da vida e do crescimento. Todos os povos têm encontrado símbolos para expressarem reverência pelas forças de vida e maneiras de celebrarem sua dependência desta terra que nos alimenta. Pão e vinho são esse tipo de símbolos. E a Comunhão é uma maneira de celebrar tanto os dons que nos foram dados quanto a comunidade de relacionamentos na qual os usamos. Jesus e seus seguidores partilharam pão e vinho em sua última refeição juntos, e para eles aqueles elementos tinham um significado a mais, por serem partilhados durante o Pêssach (Páscoa) - um tempo de ritual no qual a libertação do povo hebreu da escravidão era comemorada.

Jesus usou o pão e o vinho como símbolos da libertação que o amor que ele pregava significaria para aqueles que entendiam sua mensagem. Ele segurou o pão e derramou o vinho, e disse:

"Façam isso em minha memória."

Partilhemos o pão juntos e partilhemos a taça de vinho em memória de Jesus, como ele pediu.

Lembremo-nos também de todos aqueles homens e mulheres que trabalham duro em todos os muitos tipos de campos e vinhedos, cujos fardos são pesados, e lembremo-nos que esses símbolos precisam ser para nós símbolos de libertação.

Lembremo-nos da própria terra, da qual, como nós mesmos, vêm o pão e o vinho, e para onde retornarão todas as coisas terrenas.

Lembremo-nos que este é um ato ritual de partilha, e que ao nos juntarmos para adorar nos unimos com nossas irmãs e irmãos de todas as etnias e religiões; pois todos nós buscamos sentido em meio ao mistério, todos nós encontramos aquilo que é digno de nossa admiração mais profunda. Damos a isso muitos nomes, mas o senso de que somos parte de um todo muito maior e mais vasto é o sentimento que partilhamos.

E finalmente, estejamos em silêncio juntos, enquanto cada um de nós se lembra de um momento sagrado pessoal e privado: Amém.

Orações

Somos gratos pela vida, ó Vida da vida. Louvada sejas, ó Bondade, por todo o bem. Louvada sejas, ó Verdade, por toda a verdade. E louvada sejas, ó Beleza, pelas maravilhas e sinais.

No amor demonstrado e na forte coragem, desde os dias dos antigos até agora: em atos de liberdade contra fatos de tirania, vemos teu poder. Em palavras autênticas ditas em tempos de mentiras, dos dias dos profetas até agora: na claridade não ferida pelo paradoxo, vemos teu poder. No equilíbrio e justiça e símbolo, dos dias dos salmistas até agora; nas proporções que pregam contra a distorção e a medonha ganância, vemos teu poder.

E vemos teu poder em nosso irmão Jesus, que viveu sua vida de acordo com tua vontade, linda e verdadeiramente; o bem fez ele, ao proclamar a Era Futura como sendo o Presente, ao nos ensinar contra o ressentimento, a violência, a fúria e a submissão, ao por um fim às categorias; do ventre de sua mãe ao túmulo de criminoso, ele viveu a vida que matou a morte, tornando nosso desespero uma esperança, tornando nossas diferenças uma comunidade.

Na véspera de sua morte ele nos chamou à vida, e como uma ama de leite não mais nos carregou, e nos tornou livres. Abençoando-te e esse pão festivo, ele disse: "Eis aqui meu corpo; partilhem dele."

Abençoando-te e erguendo esta taça, ele disse: "Eis aqui o pacto renovado que agora inauguro com meu sofrimento. Minha vida o sela: Vocês são todos irmãos e irmãs. Vocês são meus amigos. Amem-se uns aos outros. A nova era está entre vocês. Ao viverem sua vida agora, vocês me lembram ao Eterno e me tornam presente novamente.

Portanto, Espírito de Vida, vem agora, e mova-se em nós. Que este pão comum simbolize para nós o Corpo do qual toda a humanidade é parte, nosso "pão para o amanhã" que partilhamos hoje. Que esta taça comum simbolize para nós o sacrifício exigido de nós antes que o "Reino de Deus" possa começar. Que o pão e a taça sejam para nós aquela comunhão humana que é a nossa plena e única salvação. Vivendo gratamente e discernindo a unidade do Corpo, e celebrando nossa irmandade universal mesmo quando doa fazer isso, proclamamos a Páscoa de maneira mais bela que os lírios, mais verdadeiramente que qualquer doutrina. Portanto, santos são esses dons,

SANTO, SANTO, SANTO!!!

E estes são agora presentes para os doadores, presentes do espírito para pessoas de espírito; portadores de nosso próprio ser, presentes do espírito para pessoas de espírito; belos, verdadeiros e bons, presentes do espírito para pessoas de espírito. Amém.

***A COMUNHÃO É DISTRIBUÍDA


INSPIRAÇÃO MUSICAL: “Os Sinos da Paz”


BENÇÃO FINAL:

Ministro: Que saiamos deste lugar, encarando e servindo o mundo com confiança, generosidade e liberdade. Que possamos viver a essência da religião, que é unir tudo o que está dividido, viver no momento, amar poderosamente e reverenciar o mistério, beleza e espiritualidade de todas as coisas e de todas as pessoas. Amém.