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quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Os artigos de fé do século XXI - Julian Baggini


Julian Baggini, um filósofo britânico, autor de muitos livros sobre filosofia para o público geral, e que escreve para o The Guardian, publicou um artigo no último dia 21 de novembro no qual articula quatro artigos de fé apropriados para o século XXI – artigos que, devo enfatizar, são muito compatíveis como nossa tradição religiosa liberal (em suas mais variadas formas, não apenas o unitarismo)!

Abaixo eis a tradução apenas de seus artigos de fé – e não de todo o artigo do jornal, que se encontra aqui: http://www.guardian.co.uk/commentisfree/belief/2011/nov/21/articles-of-21st-century-faith?INTCMP=SRCH


“Preâmbulo: Reconhecemos que a religião se apresenta em muitas formas e que, portanto, qualquer tentativa de definir o que a religião “realmente” é seria uma estipulação, e não uma descrição. Todavia, temos uma opinião sobre o que a religião deveria ser, em sua melhor forma, e estes quatro artigos descrevem aspectos que uma religião apropriada para o mundo contemporâneo precisa ter. Esses aspectos não devem ser encarados como completos e eles também não capturam necessariamente o que é mais importante para um dado indivíduo. São, na verdade, um conjunto mínimo de aspectos sobre os quais podemos concordar, independentemente de nossas diferenças, e cremos que outros podem com eles concordar também.

  1. Ser religioso é, basicamente, concordar com um conjunto de valores, e/ou praticar uma forma de vida, e/ou pertencer a uma comunidade que compartilha desses valores e/ou práticas. Quaisquer credos ou alegações factuais associados a essas coisas, especialmente aquelas sobre a natureza e origem do universo natural, são, no máximo, secundárias e frequentemente irrelevantes.
  2. A crença religiosa não exige, e não deveria exigir, a crença de que quaisquer eventos sobrenaturais tenham acontecido aqui na Terra, incluindo milagres que dobrem ou quebrem as leis naturais, a ressurreição dos mortos, ou visitas de deuses ou mensageiros angélicos.
  3. Religiões não são cripto- ou proto-ciências. Elas não deveriam fazer nenhum alegação sobre a natureza física, a origem ou estrutura do universo natural. Aquilo que a ciência pode estudar e explicar empiricamente deve ser deixado para a ciência, e se uma religião faz uma alegação que seja incompatível com nossa melhor ciência, a explicação científica, e não a religiosa, deve prevalecer.
  4. Textos religiosos são a criação do intelecto e imaginação humanos. Nenhum deles deve ser tomado como se expressasse os pensamentos de uma mente divina ou sobrenatural que exista independentemente da humanidade.”


Julian Baggini

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