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terça-feira, 22 de março de 2011

Sola Caritas

A comunidade cristã se perde com muita facilidade em emaranhados teológicos inúteis. Ao menos, é o que acredito. Com isso não quero dizer que fazer teologia seja algo inútil. O que faço aqui é teologia – os visitantes mais “conservadores” podem entender essa como sendo “má teologia”, mas é teologia assim mesmo. Discutir nossas compreensões a respeito do sentido das questões mais elementares de nossa existência no mundo é fazer teologia. Para alguns, Deus é um elemento necessário a essa discussão – e é, ao menos para a maioria dos cristãos, não todos -, para outros, eu incluso, o elemento mais necessário nesta discussão é nossa relação com outros seres humanos e com a vida como um todo. Quando falo em “emaranhados teológicos inúteis”, me refiro às discussões dogmáticas que tiram de foco o espírito do ensinamento de Jesus.

Muito do que ocorreu no universo teológico cristão durante as eras justifica-se pelas circunstâncias históricas: concílios, credos, reformas, confissões, etc. A Reforma Protestante alemã, por exemplo, trouxe-nos a sola fide (princípio material da Reforma) e a sola scriptura (o princípio formal da Reforma), que seriam complementadas por três outras no decorrer da construção do Protestantismo lutero-calvinista: solus Christus, sola gratia, soli Deo gloria.

Obviamente, como ocorreu com os textos dos credos surgidos nos primeiros séculos da igreja cristã, as confissões protestantes não falam nada sobre os ensinamentos de Jesus. Todos eles, os credos e as confissões, dos primeiros séculos até o século XIX, referem-se à morte de Cristo e a concepções sacrificiais para proclamarem a fé da igreja, mas deixam de fora todo o ensinamento de Jesus a respeito de amor, perdão, doação, caridade. O mais interessante é que a igreja teve de esperar pelos hereges para que declarações de fé fizessem menção aos ensinamentos de Jesus como sendo a base para um viver cristão autêntico: os unitaristas.

Dessa ausência de menção explícita ao cerne da tradição cristã (=amor/caridade), foi de onde surgiu minha concepção pessoal de SOLA CARITAS. Ainda no Seminário passei a compreender que se tivesse de escolher uma noção capaz de sumariar os ensinamentos atribuídos a Jesus pelas Escrituras e pela tradição, essa deveria ser uma menção ao amor que ele proclamara em palavra e ação.

Como unitarista, não acredito que Jesus tenha morrido para me salvar de meus pecados. O que me salva, em Jesus, é seu ensinamento. Jesus nos “salva” por nos mostrar o caminho para Deus. O caminho para Deus – que é amor – é a prática do amor, que é o próprio Deus (ou seja, o caminho de Jesus é um caminho infinito: para se chegar a Deus [=amor], você tem de “praticar” o próprio Deus [=amor]). Esse amor, que os evangelhos chamam de “caridade”, é aquilo que foi espelhado na vida do próprio Jesus. Se Deus é amor, e se Jesus praticou o amor em sua vida e ministério, não é difícil chegar à conclusão de que Jesus realmente era uno com Deus. Por o amor ser parte integrante da vida do próprio Jesus, de acordo com os autores dos evangelhos, podemos afirmar, sem receio, que Jesus é divino, já que sua vida foi uma manifestação do próprio Deus [=amor].

É dessa justificativa, aparentemente confusa, e muito herética para alguns, que surge minha defesa da noção de SOLA CARITAS: o amor [=caridade] é o único caminho para Deus, é só através dele que somos “salvos”. Somente o amor / a caridade .

+Gibson

segunda-feira, 21 de março de 2011

Meu cristianismo liberal unitarista-anglicano-luterano

Como Peter Berger escreveu certa vez, perguntar a respeito das mudanças na mente dum indivíduo é “um convite ao narcisismo”*. Não posso deixar de me entregar a essa perigosa atividade, mesmo correndo o risco de soar um tanto narcisista, porque creio que outras pessoas também passaram por processos semelhantes de transformação pessoal.


Definir-me religiosamente tem sempre sido um desafio para mim. Sou um cristão liberal unitarista-anglicano-luterano. Quanta contradição há nessa auto descrição? Não sei. Sei que ela é um sumário de minha herança religiosa; uma tentativa de afirmação da vasta tradição que sempre foi parte de minha visão religiosa do mundo.

Cresci com essas três heranças encrustadas em meu eu religioso. Do unitarismo, que é a voz mais forte na linguagem teológica que uso para interpretar o universo, vem minha independência de pensamento e meu ímpeto para desafiar as representações da realidade que me tentam impor, além de minha tolerância e apreciação pelo diferente, enfim, vem meu não-conformismo. Do luteranismo vem a lembrança de que, mesmo sendo um homem livre e inteligente, sou dependente daquela Realidade inexplicável que a tradição chama de “Deus”. Do anglicanismo, vem meu amor pela tradição cristã, meu amor pela liturgia que me une aos cristãos de todas as eras. Das três tradições, ou de minha interpretação pessoal delas, vem minha compreensão do cristianismo como sendo uma “ação”, muito mais do que apenas uma “concepção”.

Sou um ministro ordenado de quatro diferentes denominações religiosas: uma unitarista, uma anglicana, uma luterana, e uma Igreja Unida – que em seu seio, traz elementos de todas as já citadas. Sinto-me muito bem com essa aparente confusão de lealdades, pois, no fim das contas, sou fiel a apenas uma igreja: aquela comunidade dos seguidores de Jesus de Nazaré – aquele ser humano em quem reside minha compreensão de Deus e de meu relacionamento com a vida e com os demais humanos.

Parece ser uma contradição que um sacerdote luterano-anglicano possa ser, ao mesmo tempo, um ministro unitarista, ou vice-versa. Afinal de contas, onde ficam as compreensões de Deus, aparentemente contraditórias, dessas duas grandes tradições: os protestantes livres (unitaristas) e os protestantes ortodoxos (luteranos e anglicanos)? Onde ficam as diferenças entre as duas tradições eclesiológicas: os congregacionais (unitaristas e Igreja Unida) e os episcopais (anglicanos e luteranos)? E outras tantas aparentes contradições?... Bem, não tenho uma resposta simples para isso. Como não me preocupo com respostas dogmáticas, com explicações que tenham validade permanente, essas diferenças são para mim supérfluas.

Hoje não tenho mais ligações canônicas com a Igreja Episcopal ou com a Igreja Evangélica Luterana na América. Minhas ligações ministeriais se reservam à Igreja Unida e às várias associações ministeriais unitaristas e universalistas da qual sou parte. Foi uma decisão difícil, mas era necessária para que eu assumisse a liderança de minha comunidade religiosa. Essa não foi uma exigência da Associação Unitarista ou das outras duas igrejas (anglicana e luterana), mas era uma exigência de minha consciência. Ao mesmo tempo, essa foi uma decisão política e um manifesto teológico.

Eu, pessoalmente, sou um cristão. Sou leal à minha compreensão de Deus e ao meu relacionamento com Jesus de Nazaré. Sou fiel à minha compreensão adogmática das Escrituras e da tradição cristã. Sou leal à voz do Espírito Divino entre nós unitaristas, quando ela nos diz que devemos ter nossas mentes, nossos corações e nossos braços abertos para recebermos absolutamente todas as pessoas, independentemente de quem sejam ou do que acreditam ou desacreditam. Minha compreensão do cristianismo tem passado por inúmeras transformações no decorrer de minha vida adulta, transformações essas que me fazem compreender minha fé como um processo e não com um fim. A fé religiosa é uma aventura, é uma jornada que nos leva por caminhos sinuosos e que nos constrói e reconstrói continuamente. Esse caminho de variações, esse processo interminável, essa jornada sinuosa é o meu cristianismo, é o cristianismo que aprendi em meu confuso berço unitarista-anglicano-luterano, é o cristianismo de minha comunidade unitarista. Pode até parecer loucura aos ouvidos dos cristãos dogmáticos ou dos descrentes em religião, mas é assim que entendo meu cristianismo unitarista.

+Gibson da Costa

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*BERGER, Peter. From Secularity to World Religions. In: Christian Century, 16 de Janeiro, 1980. p. 41.

domingo, 6 de março de 2011

Ser Cristão Hoje


Quando lemos as Escrituras, exercemos todos a função de intérpretes da grande e vasta tradição cristã. Isso ocorre no protestantismo, de forma mais ampla, mas isso também ocorre no catolicismo, já que mesmo que os oficiais da Igreja sejam os intérpretes da tradição (e as Escrituras estão inclusas aí), o indivíduo, em sua vida diária, interpreta seu mundo e sua tradição religiosa. Se o que escolhemos são aquelas linhas dogmáticas, preconceituosas, tribais, e violentas das Escrituras como sendo o cristianismo, essa é uma opção interpretativa individual (ou, em alguns casos, coletiva também), mas é apenas uma opção.

As Escrituras estão repletas de afirmações satisfatoriamente convincentes de que o espírito do cristianismo, a essência de nossa vasta tradição, não se resume a dogmas doutrinários, mas a um caminho de vida: um caminho de amor, perdão, compreensão, compaixão, serviço; uma caminhada com Deus, que só é possivelmente materializável quando se torna uma caminhada ao lado de nosso próximo.

Ser cristão hoje significa, em minha própria interpretação da tradição cristã, olhar para o mundo e trabalhar em seu processo de cura. Trabalhar para que as pessoas sejam livres: livres para pensarem o que quiserem, livres para serem quem são, livres para se tornarem melhores, livres para produzirem e usufruírem do que produzem. Significa que eu, como cristão, devo proteger e cuidar dos mais fracos: e dentre os mais fracos não estão apenas os mais pobres e os doentes; estão também aqueles que sofrem discriminação por não se encaixarem em um perfil esperado – os que tenham alguma limitação física ou mental, os que tenham uma orientação emociono-sexual diferente, etc; estão aqueles que cometeram erros no passado e estão dispostos a viverem uma nova vida.

Ser cristão hoje significa trabalhar para proteger o planeta no qual vivo – suas fontes de água, suas florestas, seus animais, seus oceanos, seu ar. Significa ser uma voz para os condenados por crimes que estão em cadeias onde não têm a chance de se regenerarem, onde não têm a mínima chance de alterar seu futuro, e de onde sairão, muitos deles, ou para voltar ao crime ou para enfrentar um mundo onde serão marginalizados e forçados às sombras.

Ser cristão hoje significa trabalhar por uma transformação na educação e saúde, por melhores oportunidades de autonomia sócio-econômica individual através do trabalho. Significa trabalhar para que as crianças e jovens de hoje tenham um futuro melhor, e para que os idosos tenham dignidade em sua vida hoje.

Ser cristão hoje significa estar ao lado da paz justa, incondicionalmente, e por ela trabalhar incansavelmente.

Essa é a única “verdade” religiosa a qual me submeto. Esse é o meu cristianismo. Esse é o meu credo.

Miqueias 6:8
Isaías 58:6-10
Mateus 7:12
Mateus 25:31-46
Romanos 12:10-21
Romanos 13:8-10
Tiago 1:26, 27
Tiago 2:17

+Gibson da Costa

Leituras de Hoje - Lecionário Comum Revisado

Domingo da Transfiguração - 6 de março de 2011

  • Primeira Leitura: Êxodo 24:12-18
  • Salmo: Salmo 2 ou Salmo 99
  • Segunda Leitura: 2 Pedro 1:16-21
  • Evangelho: Mateus 17:1-9

sexta-feira, 4 de março de 2011

Cristo em nós


Cristo nasce em nós quando abrimos nossos corações à inocência e ao amor. Cristo vive em nós quando caminhamos a senda do perdão, reconciliação e compaixão. Cristo morre em nós quando nos rendemos à nossa própria arrogância, egoísmo e ódio. Cristo ressuscita em nós quando nossas almas se despertam da morte espiritual para se unirem à comunidade de amor, para entrar no reino divino aqui mesmo neste mundo. Saiamos em paz. Amém.

(Oração de despedida - Santa Comunhão - Livro de Oração da Congregação Unitarista de Pernambuco)

quarta-feira, 2 de março de 2011

Por Uma Educação Liberal

Qualquer estudante universitário no Brasil conhece a rotina (e talvez até a aprecie): você estuda disciplinas que tenham uma ligação com sua escolha profissional – até porque a formação universitária em nossa tradição se resume a isso, a uma formação profissional numa área específica. Você, muito provavelmente, também estudará uma ou outra disciplina geral, como Psicologia, Sociologia, ou Introdução à Informática, mas é tudo muito superficial e, novamente, muito voltado ao “mercado de trabalho” de sua área escolhida.

Por que, afinal de contas, um estudante de Ciências Exatas deveria estudar Literatura, Filosofia, História da Arte, Grego ou Latim, por exemplo, ou um estudante de História deveria estudar Lógica, Estatística, Cálculo, Física, Linguagem de Programação, ou, nos dois casos, qualquer outra disciplina fora de sua área de escolha, como aconteceria num programa de Educação Liberal? Há inúmeras razões que explicam a necessidade dessa diversidade aparentemente inútil para o pensamento dominante na “Educação” brasileira.

O pensamento é uma construção humana. Uma construção que pode ser aperfeiçoada e fortificada. A diferença entre nosso pensamento e uma construção propriamente dita é que, enquanto uma construção física qualquer tende a ser imóvel (pensemos num edifício, por exemplo), nossa mente é "elástica", podendo ser alargada, treinada, exercitada; e o tipo de educação fornecido pelas Artes Liberais é capaz de fazer exatamente isso com nossa mente: alargá-la, exercitá-la, expandi-la.

Disciplinas como Lógica, Cálculo, Literatura, Latim, e o treino em debater ideias, além do estudo daquelas disciplinas específicas para a área escolhida pelo estudante, criam o hábito de organização do pensamento e de análise racional. Uma educação diversificada baseada na autonomia de pensamento e na integridade intelectual permite ao estudante se engajar plena e ativamente com o conhecimento adquirido e construído, e a edificar inter-relações entre as mais diversas áreas do saber humano. Esse tipo de educação nos ensina a dialogar com a realidade, a desconstruir ideias tidas como dogma permanente, e a construir novas interpretações do universo do qual somos parte; nos ensina a questionar o que conhecemos e a entender a maneira como argumentos são construídos, e o meio pelo qual obtemos a persuasão – algo essencial para que possamos defender nossas próprias ideias e nos defender das tentativas advindas de argumentos descomprometidos com o que nossas ideias julgam ser verdade.

Nosso sistema de ensino, ao contrário do sistema de Educação Liberal, cria uma massa de pessoas “meio formadas”: pessoas “educadas” pela metade, que conhecem muito pouco fora de seus próprios campos de atuação. Quantos graduados em Letras conseguem entender a teoria da evolução ou a teoria do Big Bang? Quantos graduados em Física entenderiam a confusão (para mim gloriosa) das chamadas Ciências Humanas – como, por exemplo, a diferença entre as ideias linguísticas dos estruturalistas e dos gerativistas? O problema com a falta desse conhecimento diversificado é que nos tornamos vítimas da manipulação daqueles que tiverem a capacidade de usar argumentos aparentemente convincentes – argumentos que não chegam a ser argumentos de facto, mas apenas um uso opressor de jargão técnico ou ideológico para o convencimento de mentes “educadas pela metade”.

Não consigo deixar de pensar nas pessoas aparentemente bem educadas que conheço – pessoas com formação universitária e financeiramente privilegiadas -, que se deixam levar por “argumentos” religiosos fundamentalistas, como a infalibilidade e inerrância bíblicas, só para citar um exemplo. Pessoas formadas em Psicologia, Filosofia ou em Biologia, que acreditam (?) que a Terra foi feita em seis dias e que existe um inferno para onde são mandadas as almas dos que desobedecem a “palavra de Deus”. O que sempre penso é: “será que não aprenderam nada na universidade?”; “não aprenderam nada sobre as teorias científicas a respeito da origem do universo, da origem da vida?”; “nada que estudaram contribuiu para sua compreensão do mundo?”; “não aprenderam nada a respeito da construção de argumentos e da persuasão?”. E a resposta é simples: claro que não; a universidade, como a querem os “educadores” brasileiros, não nos ensina a usar o cérebro, não nos ensina a pensar; o máximo que faz é ensinar-nos a repetir credos ideológicos antiquados disfarçados de pensamento progressista (refiro-me, principalmente, aos catequistas “de esquerda”).

Quando cito o exemplo de vítimas de certas ideias religiosas, não quero, em hipótese alguma, condenar a fé religiosa como algo irreconciliável com a educação. Eu mesmo sou muito religioso. Como um ministro religioso, fé e prática religiosas são parte indissociável de minha vida. Entretanto, minha fé é também indissociável da visão de mundo que recebi através de minha educação; e um dos frutos dessa combinação é minha integridade intelectual. Aprendi, com a educação liberal que recebi, a manter minha visão de mundo e minha fé religiosa em cheque: ou seja, não finjo acreditar em algo que minha mente sabe (ou julga) não ser verdade. Essa integridade intelectual também se estende à minha compreensão política do mundo: não posso fingir acreditar que não há nada de errado com a ideologia de movimentos como, por exemplo, o MST, quando pregam “revoluções” violentas e desrespeito aos direitos de outros cidadãos – se eu o fizesse, estaria violando todas as outras coisas nas quais acredito: democracia (como sendo o desejo da maioria da população), propriedade privada, ordem jurídica, etc – estaria aniquilando minha integridade intelectual.

Esse tipo de integridade intelectual – fruto de uma educação ampla a respeito do mundo em todos os seus aspectos: natural, cultural, econômico, etc -, que julgo essencial, mas que os papagaios pseudo-esquerdistas provavelmente consideram como símbolo do pensamento burguês e como sinal de minha escravidão intelectual e política, transformaria e libertaria a mente de milhões de jovens neste país – jovens que, como dizia Renato Russo, são “o futuro da nação” -, se os “poderosos” realmente quisessem cidadãos pensantes... mas eles não querem! Os políticos que o “povo” julga como sendo de “esquerda”, assim como os que julgam como sendo de “direita”, não querem um povo livre, que pense por ele mesmo. Querem uma horda de ignorantes, ou uma massa de papagaios adestrados pela metade, pois essa é a única forma de continuarem a falar a quantidade de baboseiras que falam e serem assim mesmo ouvidos por cidadãos irracionais, e é a única maneira de continuarem a serem eleitos por pessoas que não entendem plenamente o poder que poderiam ter em suas mãos, caso usassem seus cérebros quando desempenham sua função de eleitores.

É nesse tipo de educação que acredito, e é esse tipo de educação que quero para este país e para os jovens que serão, talvez, a grande oportunidade de mudança na história desta nossa nação. Libertemos nossas mentes, e quebremos as correntes que nos prendem às ideias que não trouxeram nenhum bem a esse país até agora! Por uma educação plena, íntegra, liberal e liberalizante!

+Gibson da Costa