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quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Feliz Natal!




Independentemente de como compreendamos as narrativas acerca do nascimento de Jesus de Nazaré, a maioria de nós cristãos, em todas as eras e terras, honra o Natal ao menos como uma celebração memorial importante para a Igreja – a comunidade dos seguidores de Jesus. Como meus irmãos e minhas irmãs de outras tradições cristãs, também celebro o nascimento e a vida de Jesus de Nazaré, o Cristo.

Confesso que, como um unitarista, não me interessam muito as narrativas lendárias sobre um suposto nascimento sobrenatural. Tenho muito mais interesse nas condições dum nascimento humano comum. A humanidade de Jesus ressoa aos meus ouvidos e me faz desejar seguir seu exemplo.

Assim, esta noite, interessa-me celebrar o nascimento do menino que seria acusado de ilegítimo, fruto de fornicação. Do garoto que, como consequência do preconceito que sofrera, ensinou uma noção acerca de Deus como um “paizinho” do qual poderíamos nos aproximar sem medo. Do rabino que ousou caminhar com aqueles menos desejados. Do Messias que me salva por meio de seu ensinamento duro e de suas exigências pesadas de amor incondicional.

É esse o nascimento que escolho celebrar no Natal. Não o nascimento dum “menino deus”; o nascimento dum menino como todos os outros meninos, que viveria a vida que todos nós poderíamos viver em nossos próprios contextos – uma vida baseada numa forma de compaixão salvadora.

No Natal, celebro o nascimento do menino que começou sua vida como um refugiado – refugiado como aqueles que deixam, hoje, regiões da África e da Ásia em busca de humanidade na Europa, nas Américas ou outras regiões de seu próprio continente de origem. Se os pais de Jesus se refugiaram no Egito, buscando escapar de perseguições, então esse Jesus humano compreenderia todos aqueles que buscam uma vida mais segura, pacífica ou próspera em outras terras.

Celebro o nascimento do homem que segurou as mãos, abraçou, beijou e comeu com as pessoas tidas como mais indignas. O homem que chamou como seus “talmudim” (discípulos) pessoas que outros mestres desprezariam...

É o nascimento desse personagem que celebro esta noite. É esse Jesus que celebro como o Rei de minha fé, como o mestre que me sinto convidado a seguir.

Vem, ó homem de Nazaré, e me ensina a encarnar tua mensagem de compaixão!

Feliz Natal a todas e todos!

+Gibson
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